Negociado acima de US$ 106,9 mil (+3,6%), o Bitcoin (BTC) alcançava nova máxima histórica no início da tarde desta segunda-feira (16). Apesar do entusiasmo dos touros na busca por US$ 110 mil, a possibilidade de dump ocasionada por despejo do BTC também está no radar de alguns especialistas em criptomoedas.
No time dos pessimistas está o pseudônimo Chain Mind, que usou o X no final de semana em uma sequência de publicações em que o especialista garantiu ter rastreado a transferência de 100 mil Bitcoins a 29 diferentes carteiras pela gestora BlackRock.
“Eu escaneei 29 carteiras, pesquisei todas as informações e achei algo interessante”, disse.
BlackRock moved 100k $BTC to 29 different wallets!
— 𝗖𝗛𝗔𝗜𝗡 𝗠𝗜𝗡𝗗 ⛓🧠 (@0xChainMind) December 14, 2024
Why it's happening and what's coming next?
I scanned 29 wallets, researched all the info, and found smth interesting
Here’s what does it mean and what happens next 🧵👇 pic.twitter.com/EyEaaj3XOk
A “teoria da conspiração de Chain Mind” aponta para um cenário em que as carteiras despejariam BTC como forma de derrubar o preço da criptomoedas. Possibilidade que, em primeira análise, o próprio Chain Mind qualificou como improvável porque poderia resultar em saídas líquidas massivas do iShares Bitcoin Trust (IBIT), que é o fundo negociado em bolsa (ETF) baseado em negociação à vista (spot) da BlackRock, impulsionado na última semana com ajuda do Brasil.
Em contrapartida, ele confabulou o possível despejo de parte desses 100 mil Bitcoins de forma análoga ao que aconteceu este ano através de vendas de 50.000 BTC pelo governo da Alemanha. Na mesma época em que a Mt. Gox liquidou 59.000 Bitcoins, cerca de 41,5% dos 141.686 BTC da extinta exchange de criptomoedas.
Segundo Chain Mind, o eventual despejo parcial de BTC seria uma forma de buscar liquidez para US$ 150 mil, passando antes por uma queda a US$ 70 mil ou US$ 50 mil.
“É por isso que acredito que os movimentos da BlackRock são uma manipulação semelhante para empurrar $BTC abaixo de US$ 100 mil Afinal, US$ 100 mil se tornou um marco histórico e muito difícil de atingir. Mas US$ 150 mil, por exemplo, será mais fácil de atingir”, argumentou.
O pseudônimo disse que está longe do teclado (AFK, na sigla em inglês) atualmente, porque considera que “entrar no mercado agora é extremamente arriscado”.
“Outra razão para pensar dessa forma é que os investidores de varejo estão atualmente fortemente convencidos da alta. Eles começaram a investir no ATH [máximo histórico] em muitas altcoins de alta capitalização que bombaram, como $XRP, etc. Então, este é o momento perfeito para sacudir as mãos de papel para fora do mercado”, completou.
Alheios ao pessimismo de Chain Mind, outros especialistas apontaram 10 criptomoedas prontas para explodir até 100.000% em semanas, consideradas “joias raras”, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.