A exchange Stratum não vai oferecer a criptomoeda Treep Token (TPK) enquanto a GenBit estiver associada ao negócio. Criada pela empresa apontada como pirâmide financeira, a TPK não é aceita em nenhuma exchange brasileira, até então.
Se a Stratum listar a TPK, a empresa será a primeira no Brasil a oferecer negociações com a criptomoeda. No entanto, algumas condições deverão ser adotadas antes dessa parceria ser firmada.
De acordo com Rocelo Lopes, CEO da Stratum, a TPK não pode manter vínculos com a GenBit e líderes do esquema. Essa seria uma das condições impostas pela exchange para que a criptomoeda seja listada na plataforma.
Segundo o especialista, Nivaldo Gonzaga também não poderá apresentar vínculo com a TPK. Ou seja, o empresário por trás da GenBit deveria abandonar o projeto do token criado por ele para pagar investidores com saques em atraso.
TPK precisa de ser abandonada pela GenBit
A GenBit criou a Treep Token em 2020 com o intuito de pagar investidores com saques em atraso em Bitcoin. De acordo com processos relacionados à empresa, o saldo em Bitcoin dos usuários da GenBit foi migrado para a criptomoeda TPK que pode ser listada na Stratum.
Antes de chegar na exchange brasileira, a TPK deverá ser desvinculada do projeto da GenBit, segundo Rocelo Lopes. Em entrevista ao Cointelegraph, o CEO da Stratum orienta que a criptomoeda não pode ter ligação com líderes do esquema.
Lopes afirma ainda que não é a GenBit que procurou a Stratum para listar a TPK. O CEO da exchange explica que foram quatro investidores independentes que buscam listar a criptomoeda criada pela GenBit na Stratum.
“Os investidores pagaram pela análise do token, ainda falta provar a completa desvinculação com a Genbit. Não é a Genbit, não é nenhum líder, mas sim investidores que querem dar usabilidade ao TPK.”
Inicialmente, os investidores pagaram US$ 10.000 para que o projeto fosse analisado pela Stratum. Após a análise, os investidores devem promover mudanças no projeto da TPK antes do token ser listado na corretora de criptomoedas brasileira. No total, os investidores que procuraram Rocelo Lopes devem pagar US$ 60.000 para a TPK chegar até a Stratum.
“Nós cobramos US$ 50 mil para a listagem de qualquer token. Isso vale para qualquer empresa que tenha um token e que queira listá-lo na plataforma. Pela análise nós cobramos 10 mil. O token passando (na análise) com um relatório completo, ele (a empresa) pagará mais US$ 50 mil pela listagem.”
Nivaldo Gonzaga divulga TPK no Instagram (Reprodução)
Stratum preocupada com investidores
Milhares de investidores da GenBit esperam por respostas de saques em Bitcoin em atraso na plataforma. Acusada de movimentar R$ 1 bilhão em um golpe de pirâmide financeira, a empresa criou uma criptomoeda aparentemente sem valor para pagar a dívida com os clientes.
De acordo com Rocelo Lopes, a listagem da Treep Token pode ajudar a minimizar o prejuízo deixado pela GenBit. O CEO da Stratum fala que existem 45 mil clientes do esquema que possuem TPK e não sabem o que fazer com a criptomoeda.
“A preocupação da Stratum é que existem 45 mil usuários aproximadamente, que detêm esse token e não possui usabilidade. Como é que a gente ajuda esses holders de tokens a ter uma usabilidade ou negociação, para minimizar o prejuízo que tiveram?”
Por fim, Rocelo disse que a primeira condição imposta para a TPK foi que a criptomoeda não pode ter ligação com a GenBit e ou líderes do esquema. Após a aprovação da análise, os investidores devem seguir as mudanças impostas para a Stratum, e em até 30 dias o token TPK pode ser listado na exchange brasileira.
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