Para alguns a Ethereum (ETH) é apenas uma altcoin, para outros ela é o futuro. Porque as alternativas de segurança, eficácia, privacidade e liberdade, proporcionadas pela rede blockchain estão relacionadas a mudanças significativas, e para melhor, no cotidiano das pessoas. Como se não bastassem as perspectivas neste mundo, a plataforma de finanças descentralizadas (DeFi) conquistou status de protagonista em um mundo que ainda se encontra em construção: o metaverso.

 


 Entre os entusiastas da Ethereum está o diretor de Transformação Digital da Microsoft Yorke Rhodes. Esta semana o executivo disse que a plataforma blockchain caminha para se transformar  em uma espécie de repositório de aplicativos, como a AppStore da Apple. O que não seria relevante, caso a Ethereum não fosse calcada nos pilares da versatilidade, da autonomia, da descentralização e das baixas taxas para desenvolvimento de aplicativos. Características que, segundo Yorke Rhodes, são capazes de estremecer a loja de aplicativos da gigante tecnológica da maçã. 

 


    Esta semana no Twitter, Rhodes compartilhou um convite da Enterprise Ethereum Alliance referente a um workshop interativo sobre sustentabilidade e eficiência de recursos em Redes Ethereum públicas e privadas. 

 

 

    Declarações de Rhodes feitas em agosto, no entanto, demonstram que a relação entre o executivo da Microsoft e a rede blockchain vem de longa data. Na ocasião ele saiu em defesa de recursos da tecnologias da blockchain, entre eles a prova de conhecimento zero, que é a garantia criptográfica de idoneidade e segurança dos contratos sem que as partes envolvidas se conheçam e sem detalhes sobre o objeto da transação. Ele ainda salientou o plasma, que é a cadeia de blocos ancorada na cadeia principal da Ethereum sempre que um novo contrato é feito, para que não haja fraude nas transações. 

 


 A pluralidade de recursos e possibilidades da blockchain, defendida por Rhodes, ao que tudo indica, será um dos sedimentos para a criação de um novo mundo: o metaverso. Esta semana, analistas do Goldman Sachs, uma das maiores instituições financeiras do mundo, reprisaram o discurso do executivo da Microsoft em relação à tecnologia. Para os representantes do banco de Wall Street, a blockchain vai estar no coração do metaverso. Porque, além de possibilitar às pessoas possuírem patrimônios e celebrarem contratos com a mesma segurança do mundo físico, a blockchain também será uma espécie de amálgama para que as pessoas circulem por diversos ambientes virtuais. 

 


    Diante de uma infinidade de possibilidades, talvez seja cedo para dimensionar o metaverso. Entretanto, a blockchain também figura como uma espécie de passaporte para este novo mundo e, ao mesmo tempo, uma estrada infinita por onde as pessoas irão transitar. Ainda que não seja possível prever a vida no metaverso, é quase certeza que ela não será possível sem a blockchain e, possivelmente, sem a presença da rede Ethereum. 

 

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