'Esperamos retomar nossas atividades o mais rápido possível', diz Unick Forex afirmando acreditar na Justiça

Em um vídeo obtido pelo Cointelegraph hoje. 28 de outubro, a Unick Forex, alvo da operação Lamanai da Polícia Federal, declarou que espera retomar suas atividades o mais rápido possível, mesmo tendo seu presidente Leidimar Lopes e outras 8 pessoas em prisão provisória e mais de R$ 200 milhões em bens bloqueados.

O vídeo é uma declaração oficial da empresa e busca afirmar que a empresa ainda irá resolver o problema de todos os clientes que estão com valores bloqueados na plataforma. No vídeo a Unick, acusada, entre outros crimes, de ser uma pirâmide financeira de Bitcoin, afirma que "Acredita na Justiça" e que em breve todos os fatos serão esclarecidos.

"Esperamos que possamos retomar nossas atividades e resolver todas as pendência dos cancelamentos de compra.  O mais rápido possível. Se não acreditássemos nisso, não estamos aqui , falando com você. A todos obrigado pela atenção e compreensão 

Durante o vídeo a empresa reconhece que suspendeu suas atividades por conta da Operação Lamanai da Polícia Federal, mas declara que foi 'surpreendida' pela ação justamente quando buscamos formas de resolver o problema dos clientes.

"Fomos surpreendidos por uma operação da Justiça brasileira que entre outras coisas, bloqueou os recursos da empresa e nosso banco de dados. Com isso fomos obrigados a suspender nossas atividades. Isso aconteceu quando anunciamos novos produtos da marca Unick. E quando acabávamos de abrir canais de negociações para ressarcimento de pedidos de cancelamento sob a responsabilidade do escritório Nelson Willians e Advogados Associados. Mas neste momento é preciso serenidade, acreditamos na Justiça. TEmos certeza eu tudo será resolvido e os fatos esclarecidos"

A empresa também voltou a critica a imprensa, que segundo a Unick, "conta histórias sem nenhum fundamento" e declara que o marketing de rede, modelo de negócio usado pela Unick, ainda é 'novo' no Brasil e por isso surgem muitas dúvidas sobre a viabilidade do negócio.

"Infelizmente, muitas histórias sem nenhum fundamento estão aparecendo na mídia . O marketing de rede ainda é um modelo comercial desconhecido por grande parte da população mundial. Ele está apenas engatinhando. E por ser um projeto internacional e inovador os desafios são muitos. Mas estamos aqui para que à medida do possível, possamos tranquilizar vocês, mesmo sabendo que este é um período de muitas dúvidas e questionamentos", acrescenta a empresa.

Antes da ação da Polícia Federal a Unick Forex, que afirma investir em Bitcoin no mercado Forex (proibido no Brasil) já tinha sido notificada duas vezes pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no entanto, isso não impediu a empresa de continuar suas atividades que também serão investigadas pela Polícia Civil e pela PF.

No caso da Polícia Federal, segundo revelações feitas sobre os bens da empresa apreendidos na Operação Lamanai que contou com cerca de 200 agentes federais, foram encontrados R$ 200 milhões em contas bancárias ligadas a empresa e aos investigados. No total foram apreendidos, até o momento:

44 carros de luxo, totalizando mais de R$ 5 milhões em valores da tabela da Fipe
Duas BMW X6, avaliadas em R$ 390 mil.
Um Porsche Panamera, de R$ 400 mil
Uma Range Rover Velar, avaliada em mais de R$ 400 mil
1550 Bitcoins
Bloqueio judicial de 9 imóveis (valor não divulgado)
R$ 200 milhões em diversas contas bancárias
R$ 747 mil reais em dinheiro
R$ 85 mil reais em moedas estrangeiras
Diversas jóias, que estão passando por perícias para identificar autenticidade

Como noticiou o Cointelegraph, uma semana depois das ações policiais contra a Unick Forex supostos clientes e "top líderes" da empresa criaram um abaixo-assinado virtural pedindo a "absolvição" da empresa. Registrado no site Change, a petição já reúne mais de 5.350 assinaturas até o momento.

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