Com as recentes pressões inflacionárias, seguidas pelo fluxo restrito de petróleo da Rússia, o continente europeu está vivendo uma alta sem precedentes nos preços da energia.
Os consumidores de energia na Europa estão testemunhando aumentos de preços principalmente pelo conflito entre Ucrânia e Rússia. O gás natural já custa cerca de 10 vezes mais do que há um ano, de acordo com estudos publicados pela União Europeia. Os preços da eletricidade, atrelados ao preço da gasolina, também estão várias vezes mais altos do que o que costumava ser considerado normal.
Os preços da eletricidade têm sido extremamente voláteis. Na Grã-Bretanha, o preço de atacado de um megawatt-hora de eletricidade atingiu uma média diária recorde de cerca de 500 libras, ou US$ 590, no início desta semana, cerca de cinco vezes o nível de agosto passado, de acordo com estudo encabeçado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Um estudo da Bruegel descobriu que os países da União Europeia destinaram 236 bilhões de euros de setembro de 2021 a agosto de 2022 para proteger famílias e empresas do aumento dos preços da energia, que começaram a aumentar à medida que os países emergiam das restrições de Covid e subiam após a guerra.
Nos últimos dias e semanas, os países anunciaram campanhas de economia de energia para incentivar o público a reduzir o consumo de energia durante o inverno.
Fonte: Comissão de Energia da UE
Alemanha é foco de alto consumo na Europa
A energia de carga base alemã é a referência usada para medir os preços da energia na Europa. A partir desta semana, o preço da eletricidade (Euros/MWh) está em €640 (~$640), o que torna a energia europeia a mais cara de todo hemisfério norte, também segundo o FMI.
Isso veio junto com uma paralisação não planejada de uma usina nuclear francesa, que só exacerbou a questão e fez com que os futuros de energia aumentassem. Em contrapartida a energia na Alemanha segue em alta, devido ao desligamento gradual de suas usinas nucleares nas últimas duas décadas. A Alemanha atualmente é o país europeu que mais faz uso de energias fósseis.
Atualmente, o preço médio do barril de petróleo na Europa é superior a US $ 1.000, mas esta crise não afeta apenas os europeus.
Em 2021, os EUA foram o segundo maior importador de bens europeus, atrás da China.
Fonte: Bloomberg
Custos de Energia do Bitcoin
Por último, o custo de mineração de Bitcoin na Europa e na Eurásia vem sofrendo alguns efeitos, como a capitulação de alguns mineradores que pode ser medido em parte, pelo índice ‘Gravidade da Energia do Bitcoin’ que denota que o preço do Bitcoin continua na zona de compra. Com o desligamento das máquinas de alguns mineradores, devido à crise energética e questões políticas, como as que aconteceram no Cazaquistão, que aumentou o custo de energia para os mineradores e a saída da SBI da Sibéria, onde concentrava 40% do hashrate na Eurásia; a dificuldade de mineração também caiu, favorecendo quem estava equipado com máquinas mais modernas.
O índice Bitcoin Energy Gravity modela a relação entre o preço do Bitcoin e seu custo operacional médio de produção para plataformas de mineração modernas. O Energy Gravity atualmente está em US$ 0,10, o que significa que uma moderna plataforma de mineração (~ 38 W/TH) ganha 10 centavos por cada kWh consumido.
Fonte: Soluções blockwave
Desde a baixa da Energy Gravity neste verão (quando o custo operacional médio de produção para plataformas de mineração modernas estava perto do preço do próprio Bitcoin), a métrica tem lentamente subido. Isso deve-se à queda da dificuldade de mineração, ao aumento do preço do Bitcoin e aos novos equipamentos da Bitmain começando a ser enviados. Ambos estão reduzindo o custo médio operacional de produção para plataformas de mineração modernas.
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