Por meio de uma carta enviada por representantes de Elon Musk aos executivos do Twitter no início de junho, o bilionário sinalizou que pode desistir da compra da gigante das redes sociais. O motivo, segundo o documento, é a recusa do Twitter em revelar a quantidade de perfis falsos e de spam existentes na plataforma da empresa.
“O Twitter, de fato, se recusou a fornecer as informações que Musk solicitou repetidamente desde 9 de maio de 2022 para facilitar sua avaliação de spam e contas falsas na plataforma da empresa. A última oferta do Twitter de simplesmente fornecer detalhes adicionais sobre as metodologias de teste da própria empresa, seja por meio de materiais escritos ou explicações verbais, equivale a recusar as solicitações de dados de Musk”, diz um trecho do documento.
Segundo o texto, Musk não acredita no método usado pelo Twitter para a contagem dos perfis fakes e acusa o Twitter de tentar “ofuscar e confundir” a informação solicitada, que estaria prevista no contrato, de acordo com os representantes jurídicos do CEO da Tesla.
“Musk tem o direito de buscar e o Twitter é obrigado a fornecer informações e dados para, entre outras coisas, ‘qualquer finalidade comercial razoável relacionada à consumação da transação”, acrescenta a mensagem acrescentando que o magnata não reteria as informações caso a compra do Twitter não aconteça.
É a segunda vez que Elon Musk ameaça desistir da compra do Twitter. Em maio o bilionário afirmou que o acordo estava temporariamente suspenso em razão da ausência de detalhes relacionados à afirmação do Twitter de que a fatia de contas falsas representaria menos de 5%.
Para Elon Musk, o número real de bots do Twitter pode ser quatro vezes maior do que a estimativa da empresa, apresentada pelo e CEO da plataforma, Parag Agrawal, que justificou que a análise não poderia ser replicada externamente pela necessidades de manutenção dos dados dos usuários privado, argumento que não foi aceito por Elon Musk, já que o empresário reiterou sua posição de cancelamento da compra, caso não tenha acesso às informações.
O impasse acontece pouco mais de um mês após pouco o conselho administrativo do Twitter aprovar a proposta de compra de US$ 44 bilhões, feita por Elon Musk no final de abril, conforme noticiou o Cointelegraph.
Elon Musk e as criptomoedas
A "luta de Elon Musk contra os fakes", ao que tudo indica, não se resume ao impasse entre o empresário e o Twitter pela descoberta do número de perfis falsos na plataforma. Tanto que a imagem do bilionário foi explorada recentemente por golpistas que produziram um deepfake de Musk para promoeverem uma "exchange de criptomoedas".
Musk não foi escolhido por acaso pelos golpitas, já que o magnata possui um relação estreita com as criptomoedas. No final de maio, por exemplo, o bilionário foi ao Twitter anunciar seu plano de estender a opção de pagamento com a memecoin Dogecoin (DOGE), "queridinha de Musk", para sua empresa de exploração espacial, SpaceX. Medida que já havia sido adotada pela Tesla quatro meses antes, a exemplo da aceitação do Bitcoin (BTC).
Em setembro do ano passado, a Shiba Inu (SHIB) chegou a disparar 40% após o empresário publicar a foto de uma cachorro da mesma raça do nome da memecoin. Mas o mercado de criptomoedas também já experimentou baixas após declarações de Elon Musk. Um exemplo foi a queda de 6% do Bitcoin em maio do ano passado, depois de o empresário anunciar que a Tesla não aceitaria mais pagamentos em BTC alegando preocupações com o uso de combustíveis fósseis para a mineração, conforme noticiou o Cointelegraph.
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