Deputado Aureo Ribeiro inclui bitcoin e criptomoedas em CPI de Fake News

O Deputado Federal Aureo Ribeiro, autor do Projeto de Lei 2303/2015, que pretende estipular regras para o comércio de Bitcoin e criptomoedas no Brasil, protocolou um pedido, junto a Câmara dos Deputados que requer uma Audiência Pública, dentro da CPI das Fake News, sobre o papel das criptomoedas na divulgação de notícias falsas, segundo documento compartilhado com o Cointelegraph.

A comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) das Fake News, foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em agosto e é composta por 16 senadores e 16 deputados  e vem causando muitos 'problemas' ao presidente da república Jair Bolsonaro, tendo em vista que representantes do governo tem sido constantemente convocados para dar explicação sobre ações durante a última eleição presidencial.

No processo já foram convocados o empresário dono da rede Havan, Luciano Hang, o assessor especial da Presidência da República Tércio Arnaud Tomaz, entre outras pessoas ligadas diretamente com o presidente.

No entanto, o requerimento de Ribeiro foca nas criptomoedas e pede "a realização de Audiência Pública para discutir o papel das criptomoedas como forma de financiamento das atividades de
divulgação de Fake News", Segundo o deputado:

"A rápida disseminação de "fake news" e desinformações on-line é uma ameaça crescente ao processo democrático e pode ter sérias consequências para a tomada de decisão em uma variedade de questões sociais, variando de mudanças climáticas e vacinas a relações internacionais (...) As plataformas de mídia social provaram ser particularmente férteis para desinformação on-line. Por exemplo, recentes estimativas sugerem que entre 9 e 15% das contas no Twitter são robôs. Alguns desses robôs são usados para espalhar desinformação política, especialmente durante campanhas eleitorais", diz

Dentro deste contexto, de acordo com Ribeiro, as criptomoedas podem ser usadas como forma de financiamento das atividades de divulgação de Fake News e cita, como exemplo as investigações da Polícia Federal sobre o possível uso de criptoativos como forma de pagamentos para hackers invadirem dispositivos de autoridades da Lava Jato e o Relatório do Departamento de Defesa dos EUA que sugere que a Rússia utilizou o Bitcoin para influenciar no processo eleitoral norte-americano por meio da divulgação de fake news.

Assim, Aureo pede que sejam convidados Marcelo Vitorino – Consultor especialista em marketing político e ferramentas digitais;  um representante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao
Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro; representante do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF); representante da Polícia Federal atuante na área de repressão a crimes financeiros; representante do Ministério Público Federal e um representante do Banco Central.

O pedido ainda precisa ser aprovado pelos demais integrantes da CPMI.

Como noticiou o Cointelegraph, Ribeiro também é autor da "CPI das Criptomoedas" que pretende investigar atividades supostamente ilícitas praticadas por empresas como Atlas Quantum e Zero10, além de outras companhias como o Grupo Bitcoin Banco.

Confira mais notícias