Criação da CPI das Criptomoedas depende somente de retorno de Rodrigo Maia

O processo de abertura da CPI das Criptomoedas depende agora somente do retorno do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), segundo informações do jornal Valor Econômico publicadas hoje, 29 de outubro.

Como noticiou o Cointelegraph, o pedido de abertura de uma CPI para investigar possíveis golpes aplicados por empresa que afirma operar com Bitcoin e criptomoedas, foi feito pelo Deputado Federal Aureo Ribeiro (SD-RJ) que também é autor do PL 2303/2015 que pede a regulamentação dos criptoativos no Brasil.

Aureo abriu um canal em seu site oficial para que clientes lesados por empresas que seriam 'pirâmides financeiras' denunciaram as práticas ilegais. Segundo o Deputado o número de denúncias assustou e, durante uma Audiência Pública sobre o PL de sua autoria, destacou que se instalada o relator teria muito trabalho pela frente.

O pedido de abertura de uma CPI das Criptomoedas, como está sendo chamado o projeto, teve amplo apoio na Câmara e contou com 192 assinaturas reconhecidas, 21 a mais do que o necessário, fato que deve ser considerado por Maia quando analisar o pedido.

Ainda segundo a reportagem, o presidente da Câmara diz que irá analisar se há um 'caso' a ser investigado. Contudo, de acordo com o texto do pedido, casos não faltam e o processo se concentrar, inicialmente, na Atlas Quantum, plataforma que afirma realizar arbitragem de Bitcoin mas que vem atrasando os saques de clientes embora, recentemente, tenha anunciado uma solução que mesmo criticada está sendo utilizada pelos usuários.

Aureo também destaca que outras companhias que não estão no texto inicial, como o Grupo Bitcoin Banco, podem ser incluídas no processo de investigação assim que ele for aberto.

“A gente achava que esses esquemas pegavam uma camada da sociedade, mas estamos falando de todas as camadas. As moedas e a forma de fazer negócio se popularizaram (...) A pessoa promete uma rentabilidade que é impossível de entregar: 2% ao dia, 30% ao mês. O cara vai pagando [os clientes] com o próprio dinheiro dele e, quando vê, estoura.” , ”, afirmou ao Valor o deputado.

Como noticiou o Cointelegraph, Aureo destacou que o problema das pirâmides financeiras baseadas em criptomoedas vem atingindo o Brasil inteiro e que o projeto da CPI recebeu bastante atenção tanto dos deputados quando de cidadãos no Brasil.

"É assustador o número de fraudes envolvendo Bitcoin e criptomoedas. Abrimos uma aba em nosso site para que pessoas que tiveram problemas com pirâmides financeiras contassem seus casos e recebemos um volume absurdo de relatos e solicitações de consumidores lesados em todo o Brasil (...) por isso estamos protocolando agora este pedido de abertura de CPI (...) até mesmo onde nasci, em Gramacho, Duque de Caxias fui abordado por um frentista que me contou ter perdido cerca de R$ 17 mil em uma destas pirâmides financeiras", declarou.

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