CPI do Bitcoin deve mirar em empresas suspeitas de lavagem de dinheiro

Os casos de lavagem de dinheiro e pirâmide financeira envolvendo empresas de investimentos em criptomoedas, como o caso das empresas investigadas Atlas Quantum, Grupo Bitcoin Banco e Unick Forex, devem ser a base do trabalho dos parlamentares a partir da implementação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dedicada ao Bitcoin e às criptomoedas. A informação é do colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.

A CPI, de iniciativa do deputado federal Aureo Ribeiro (Solidariedade - RJ), já conseguiu apoio de 234 parlamentares, 63 a mais do que o necessário, deve ser instaurada na próxima quarta-feira, depois que o deputado entregar as assinaturas ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (MDB - RJ).

O colunista diz que a Comissão Parlamentar deve investigar os casos de empresas suspeitas de fraudes com criptomoedas:

"Se a CPI sair do papel, serão investigadas algumas das principais empresas do setor, como o Banco Bitcoin e o Atlas Quantum, suspeitas de terem sumido com mais de R$ 1 bilhão, cada."

Segundo ele, outras empresas que não operam com criptomoedas, mas também são suspeitas de pirâmide financeira, como a JJ Invest, também podem entrar no radar dos deputados.

Conforme o Cointelegraph Brasil tem noticiado ao longo dos últimos meses, Grupo Bitcoin Banco, Unick Forex e Atlas Quantum são investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sob acusações de lavagem de dinheiro e pirâmide financeira, depois de prometerem ganhos irreais a clientes e interromperem os pagamentos sem aviso prévio. 

A Atlas Quantum, por exemplo, teria usado vídeos com imagens manipuladas para mostrar saldos irreais em exchanges extrangeiras. Notícias desta semana ainda dão conta que o dono da empresa teria viajado de última hora com toda a família para a Holanda, mas a empresa nega.

Conforme o Cointelegraph noticiou nesta semana, o procurador do Ministério Público Federal Carlos Bruno Ferreira da Silva pediu agilidade aos deputados para estabelecimento de uma regulação para empresas que operam criptomoedas no Brasil, com especial foco no combate à lavagem de dinheiro.