Atualização: este texto foi alterado às 18h45 (de Brasília)

O CEO da Atlas Quantum, Rodrigo Marques, teria deixado o Brasil e ido para a Holanda, com toda a família segundo fontes de dentro da própria empresa que alertaram o Cointelegraph.

"Logo após a Audiência Pública, na Câmara dos Deputados, o Rodrigo demitiu a equipe de segurança que acompanhava ele em todos os locais e junto com a família comprou um viagem, já para o dia seguinte, para Amsterdã, na Holanda. Ele levou tudo o que podia levar na mão. A filha também levou o que pode. Ninguém sabe o paradeiro exato dele naquele país", disse a fonte.

O Cointelegraph entrou em contato com agentes de atendimento da empresa que garantiram que ele está em São Paulo, "estudando soluções para resolver os saques atrasados", segundo a fonte, os operadores de canais de atendimento já teriam sido orientados para responder as solicitação.

Embora um grupo de usuários tenha pedido judicialmente a apreensão do passaporte de Marques, a ordem foi negada pela justiça, portanto, ele possuia todo o direito de deixar o país, seja para viver em outra nação, seja para viagens de passeio ou negócios.

O Cointelegraph entou em contato com a Polícia Federal que informou que, como não há qualquer condenação para Marques ou qualquer ordem judicial impedindo ele de sair do país a situação dele, caso realmente esteja em outra nação é legal e qualquer ordem para acionar a organismos internacionais, como a Interpol, tem que partir da justiça e somente após condenação.

"Não é tão simples acionar a interpol, somente em determinados casos"

Ainda segundo a fonte ouvida pelo Cointelegraph, aos poucos a Atlas, que afirmava realizar arbitragem de Bitcoin, vem demitindo pessoas chaves na equipe, mantendo algum pessoal do atendimento para dar a impressão que tudo está normal. A Atlas teria mandado embora Thiago Lavorato Franco, amigo de infância de Rodrigo e a única pessoa que tinha acesso as wallets da empresa.

Entretanto, até o momento Lavorato mantém seu cargo, diretor de investimento, na rede social LinkedIn.

No total, segundo fontes, somente três pessoas tinham acesso ao robô de arbitragem da Atlas Quantum nas exchanges, Rodrigo Marques, Thiago Lavorato  e Matheus Pagani, este ultimo, ainda continua na empresa, de acordo com relatos.

Para cuidar dos assuntos legais, Marques teria contratado o advogado especialista em criptomoedas, Rodrigo Borges que em agosto participou de uma Audiência Pública, sobre o PL 2303/2015, na Câmara dos Deputados. A assessoria de imprensa da ABCB negou a informação.

A fonte garantiu ao Cointelegrah ainda que, visando ganhar tempo perante as autoridades a Atlas Quantum vem se negando a receber determinações judiciais que pedem tutela de urgência contra a empresa.

E, quando a justiça expede oficios, via correio, no caso de ações que se iniciam fora da cidade de São Paulo, os recepcionistas da empresa informam que o local está errado, fazendo com que a ordem volte sem a intimação.

O Cointelegraph entrou em contato com assessoria da Atlas Quantum que respondeu com uma nota oficial, em que afirma:

"O CEO do Atlas Quantum não deixou o Brasil e continua ativo à frente da gestão da companhia, focado integralmente em buscar soluções para os problemas de curto prazo que a companhia atravessa. O executivo é sensível à preocupação que afeta muitos de seus investidores neste momento e mantém seu compromisso pessoal com a normalização das operações".

Como vem noticiando o Cointelegraph, a crise nos saques da Atlas Quantum começou quando a empresa sofreu um notificação da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, (CVM) que determinou a suspensão da atividade de investimento coletivo da empresa.