O mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 3,38 trilhões (-6%) na manhã desta segunda-feira (27), quando o Bitcoin (BTC) era transacionado por US$ 99 mil (-5,2%) com dominância de mercado elevada a 58,3%, sentimento dos investidores em região neutra (55%) e a maioria das altcoins recuadas, em até 40%, apesar da alta de até 90% de alguns tokens.
A queda do Bitcoin antecedia a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), entre terça e quarta-feira (28 e 29), quando o colegiado de política monetária do Federal Reserve (Fed) decide os rumos da taxa básica anual praticada pelo banco central dos Estados Unidos, já que a autoridade monetária foi pressionada na última semana pelo presidente Donald Trump a promover cortes, ocasião em que uma criptomoeda empresarial acumulou 400%.
O recuo das criptomoedas dava sinais de precificação do FUD (medo, incerteza e dúvida) dos investidores, já que o Cboe Volatility Index (VIX), conhecido por índice do medo, encontrava-se avançado a 18,87 pontos (+27,07%). Sentimento que também podia ser percebido pela explosão nas liquidações de traders alavancados de criptomoedas nas últimas 24 horas. Segundo dados da plataforma Coinglass, foram cerca de US$ 862 (+580%) milhões de liquidações nesse período, aproximadamente US$ 797 milhões de posições compradas (long), tomadores de empréstimo que apostam na alta para revenda, e US$ 65 milhões em posições vendidas (short), tomadores de empréstimo para revenda sucedida de recompra a preços menores.
Mapa de calor de 24 horas de liquidações de traders de criptomoedas. Fonte: Captura de tela/Coinglass
Apesar do recuo do S&P 500 e do Nasdaq, que se correlacionam em até 70% com o desempenho do Bitcoin, encerrados sexta-feira (24) a 6.101,24 (-0,29%) e 19.954,30 (-0,50%), os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin voltaram a ser atrativos aos investidores ao receberem respectivos volumes de entradas líquidas de US$ 517,67 milhões, enquanto os ETFs de Ethereum (ETH) registraram US$ 9,18 milhões em entradas líquidas, segundo dados da plataforma SoSoValue.
No grupo das principais altcoins em capitalização de mercado, o FARTCOIN derretia a US$ 0,87 (-30,2%), o XCN recuava a US$ 0,036 (-22%), o VIRTUAL se retraía a US$ 1,96 (-20,3%), o RAY retornava a US$ 6,36 (-17,5%), o VINE valia US$ 0,29 (-34,6%), o GRIFFAIN se localizava em US$ 0,29 (-30,4%), o BTG era trocado de mãos por US$ 5,77 (-37%), o ARC estava quantificado em US$ 0,25 (-21,4%), o HAT derretia a US$ 0,021 (-40,6%), o JUP avançava a US$ 0,97 (+6,2%) e o AIOZ orbitava US$ 0,79 (+4,3%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o ACH era negociado por US$ 0,029 (+42,6%), o SPELL se convertia em US$ 0,0014 (+19,3%), o SWFTC estava cotado a US$ 0,023 (+90%), o ANT representava US$ 1,88 (+43,5%), o ICE equivalia a US$ 0,010 (+14,9%), o ATR orbitava US$ 0,037 (+11,7%), o MNGO representava US$ 0,032 (+81,4%), o CTX atingia US$ 3,84 (+60,9%), o AMO se localizava em US$ 0,0014 (+42,5%) e o OBSR pareava US$ 0,0044 (+45,3%).
Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam XCN na Bitget Futuros, CLEAR e VINE na Huobi, GIGA na Bitrue, MAXSOL e HAT na Gate.io, HQ e VINE na Kucoin, ETF, MARIO e FAFO na LBANK, VINA na OKX e MARIO na BitMart.
Apesar da queda, a fome das baleias favorece o Bitcoin em meio ao despejo de uma memecoin após um pico de 230%, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.