O mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 3,64 trilhões (+3,3%) na manhã desta sexta-feira (24), ocasião em que o Bitcoin (BTC) estava precificado em torno de US$ 105,3 mil (+3,3%) com 57,4% de dominância de mercado, sentimento dos investidores em zona de ganância (61%) e diversas altcoins em alta, de até três dígitos percentuais.

O fluxo de entrada líquida de capital no mercado cripto, que favoreceu a alta a US$ 207 bilhões (+43,8%) no volume de negociações, correlacionava-se com o desempenho do mercado acionário. Nesse caso, o S&P 500 e o Nasdaq, historicamente associados ao desempenho do Bitcoin, encerraram respectivamente em 6.118,71 (+0,53%) e 20.053,68 pontos (0,22%).

A movimentação refletia, mais uma vez, os passos de Donald Trump. Em discurso por videoconferência no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos disse que vai pressionar o Federal Reserve (Fed) pela redução na taxa de juros, o que pode favorecer as criptomoedas. Pronunciamento que aconteceu a menos de uma semana da primeira reunião do ano do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), colegiado de política monetária do banco central estadunidense. Na mesma direção, Trump exigiu da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a redução do preço da barril.

Outro possível catalisador para o mercado de criptomoedas foi a assinatura de uma ordem executiva de voltada à indústria cripto, que estabelece o "Grupo de Trabalho para Mercados de Ativos Digitais", força-tarefa focada em colocar em prática as promessas de campanha de Trump, como a criação de reserva de Bitcoin e a regulamentação do mercado cripto na maior economia global.

Apesar do recuo do Cboe Volatility Index (VIX), conhecido por índice do medo, a 15,00 pontos (-0,60%), e das iniciativas de Donald Trump, os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin mantiveram modesto volume de entradas líquidas, US$ 188,65 milhões, enquanto os de Ethereum (ETH) recuaram em líquidos US$ 14,93 milhões, segundo dados da plataforma SoSoValue. 

O capital também se rotacionava em direção aos tokens, já que o índice altseason, que mede o desempenho das principais altcoins em capitalização de mercado, chegava a 49 pontos, segundo dados da plataforma CoinMarketCap. Nesse grupo, o AI16Z recuava a US$ 0,86 (-7,3%), o FARTCOIN se retraía a US$ 1,39 (-6,1%), o KCS avançava a US$ 12,75 N(+9,4%), o LINK se nivelava por US$ 26,25 (+8,4%), o MNT chegava a US$ 1,22 (+8,2%) e o CRV se comparava a US$ 0,82 (+7,6%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o LDO valia US$ 2,08 (+17,6%), o ONDO era transferido por US$ 1,42 (+12,8%), o AMP era negociado por US$ 0,0084 (+19%), o EIGEN se localizava em US$ 2,91 (+15,3%), o TOSHI se convertia em US$ 0,00053 (+65,9%), o HIVE se equiparava a US$ 0,50 (+29,9%), o SPELL valia US4 0,0011 (+37,7%), o STIK era comprado por US$ 3,20 (+22,7%), o XPR representava US$ 0,0037 (+71,4%), o TORN estava estimado em US$ 19,10 (+17,5%) e o F respondia por US$ 0,052 (+32,2%).

Chamava a atenção o desempenho do XCN, token do provedor de infraestrutura blockchain de nível empresarial Onyxcoin, negociado por US$ 0,026 (+123%) com um acumulado semanal em trono de 400%.

Gráfico de sete dias do par XCN/USD. Fonte: CoinMarketCap

A ascensão do Onyxcoin (XCN) sucedia alguns anúncios feitos esta semana, como o lançamento de uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para os desenvolvedores de contratos inteligentes e o Chain Loyalty Program, que é um programa de benefícios aos detentores de XCN e usuários dos serviços Chain.com.

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam VINE e PIPPIN na Binance Futuros, PIPPIN na Bitrue e Gate.io, SOSO na Bybit, FU na BitMart, VINE na Bitrue, Poloniex e Crypto.com, SOLV na Bithumb, TAI na CoinEx, USDS na Bitget, SISC na LBank, ANIME na Upbit, Binance Futuros, OKX e Crypto.com.

No dia anterior, a Binance anunciou a listagem e airdrop de 500.000.000 de nova criptomoeda de anime em dia de recuo do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.