Delegado da Polícia Civil diz que Unick Forex é pirâmide financeira e encaminha caso para a Polícia Federal

William Garcez, delegado da Polícia Cívil do Rio Grande do Sul, declarou que não tem dúvidas de que a Unick Forex é uma pirâmide financeira e encaminhou o caso para a Polícia Federal, segundo publicou o jornal  NH na segunda-feira , 23 de setembro.

De acordo com a reportagem, o  delegado vinha investigando as atividades da empresa, que afirma investir em Bitcoin, desde que fechou a sede da Unick no primeiro semestre do ano. A Unick vem sendo investigada também pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, CVM e, há mais de sete meses, pela Polícia Federal.

Garcez também disse que todos os indiciados, que supostamente comando 'o golpe', lideram o esquema e estão praticamendo crimes, inclusive crimes contra a economia popular e contra o sistema financiero, incluindo lavagem de dinheiro

“É pirâmide. Iam colocando mais gente para dar mais lucro. Depois se evidenciaram mais delitos que envolvem lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro (...) Quando diz a ação na Unick o objetivo era evitar novas vítimas, no entanto, mesmo assim mais pessoas foram entrando", declarou.

Embora enfrente acusações e investigações, além de problemas com saques atrasados, Leidimar Lopes, Presidente da Unick Forex, declarou recentemente que a empresa não vai parar e que vai voltar a crescer mais de 1.000%.

Como noticiou o Cointelegraph, a Unick está sendo investigada pela Polícia Federal por crime de evasão de dividas e enviado dinheiro por meio de empresas offshore, sediadas no Uruguai, para paraísos fiscais.

Além disso diretores da empresa estariam 'esbanjando' o dinheiro dos investidores, que estão sem receber há mais de três meses, em compras de itens de luxo como um iate em Mônaco.

Os sócios da Unick também teria feito remessas milionárias para paraísos fiscais no Caribe, Luxemburgo, Belize e Panamá.

“O caso da Unick é muito mais complicado, pois, ao contrário da InDeal, os diretores não colocaram praticamente nada no nome. As transações fraudulentas são mais sofisticadas e em quantias absurdamente maiores. Descobrir o paradeiro e sequestrar esse patrimônio envolve complexas relações de cooperação internacional”, contou ao jornal uma fonte ligada à investigação.