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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brics avalia impactos da IA no mercado de trabalho, de olho na regulamentação conjunta da tecnologia

Sob a presidência do Brasil, bloco debate necessidade de políticas de proteção social.

Brics avalia impactos da IA no mercado de trabalho, de olho na regulamentação conjunta da tecnologia
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O Grupo de Trabalho sobre Emprego (EWG, na sigla em inglês) do Brics realizou quarta e quinta-feira (12 e 13) um encontro virtual sediado em Brasília (DF) os impactos da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho, além da necessidade de políticas de proteção social frente às transformações tecnológicas e climáticas. 

Participaram do encontro representantes dos primeiros países-membros, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além dos novos integrantes: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. 

Entre as preocupações observadas pelo Grupo de Trabalho estão o desenvolvimento de políticas de proteção social para trabalhadores que perderem emprego diante das transformações tecnológicas; e o estímulo para que jovens e idosos desenvolvam potencialidades para que possam estar incluídos nessas novas tecnologias. 

A coordenadora do EWG do Brics, Maíra Lacerda, afirmou que está confiante de que muitos consensos serão apresentados em documento a ser assinado pelos ministros do Trabalho do bloco, durante a reunião agendada para 25 de abril no Itamaraty, em Brasília.

Segundo ela, que é também assessora de Relações Internacionais do Ministério do Trabalho e Emprego, as reuniões prévias para o encontro, ocorridas de forma virtual esta semana, já acenam com “propostas concretas e objetivas”, em especial relacionadas a uma regulação ética da Inteligência Artificial. 

“Todos países planejam fazer algo no âmbito local, mas estamos antevendo que algo está em vista também de forma coletiva envolvendo o bloco... Na visão de todos, a IA não é monstro, mas ela precisa ser usada com ética”, disse a coordenadora do GT.

As atividades do encontro se dividiram em quatro sessões: impacto da IA no mercado de trabalho; transformação digital para novos setores; desenvolvimento de políticas de proteção social para trabalhadores que perderem emprego; e encorajamento ao aprendizado continuado para desenvolver potencialidades, em especial de jovens e idosos. 

Maíra Lacerda disse ser grande a expectativa de colaboração entre os países, no sentido de proteger os trabalhadores, além de apontar “consensos também com relação à preocupação com educação e com a inserção de trabalhadores jovens e idosos”.

“Todos falam de cooperação e união do Brics para tratar do tema Inteligência Artificial. Existindo vontade, os horizontes são amplos, inclusive com troca de conhecimentos e de tecnologias, pelos países”, acrescentou. 

De acordo com informações da Agência Brasil, a fim de viabilizar ao máximo a implementação das propostas que constarão no documento a ser assinado pelos ministros, estuda-se, caso seja do interesse do país-membro, a possibilidade de internalizar alguns pontos acordados em suas legislações. Tal medida é vista como um recurso para evitar que uma eventual mudança de governo nos países resulte em retrocesso àquilo que havia sido consensual no grupo. 

“Mas isso é algo a ser decidido de forma individual pelo país”, ponderou a coordenadora do EWG.

Esta semana, o STJ também lançou uma ferramenta de IA para acelerar o andamento de recursos especiais, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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