Cointelegraph
Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brasileiros aceitam ajuda de IA sem abrir mão da palavra final nas finanças, aponta pesquisa

Levantamento do Itaú aponta que investidores nacionais valorizam a tecnologia, através de relatórios automatizados e assistentes virtuais, mas não aceitam tomada de decisão pela IA.

Brasileiros aceitam ajuda de IA sem abrir mão da palavra final nas finanças, aponta pesquisa
Brasil

Resumo da notícia:

  • Pesquisa “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro” revela que a IA é bem-vinda, na condição de “copiloto” dos investidores brasileiros.

  • Dinheiro não se resume mais à condição de instrumento de sobrevivência.

  • Relação com os bancos também mudou, segundo a pesquisa.

Dois em cada três brasileiros aceitam ajuda da inteligência artificial (IA), mas não abrem mão de darem a palavra final em decisões financeiras. Foi o que revelou uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pelo Itaú durante um evento em São Paulo.

Realizado em parceria com o Grupo Consumoteca junto a 5 mil pessoas de 15 estados brasileiros, o estudo “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro” revelou que, entre os recursos mais utilizados pela tecnologia, estão a geração de relatórios detalhados (37%), assistentes virtuais com aconselhamento financeiro (34%) e relatórios automatizados em aplicativos, demanda mais aderida pela Geração Z (34%).

Nessa nova era de inteligência assistiva, as pessoas esperam proximidade, personalização e suporte ativo dia a dias. A tecnologia aparece como resposta a uma demanda por equilíbrio: manter a autonomia das escolhas, mas como suporte consultivo que ajude a reduzir o peso emocional das decisões financeiras, explicou o antropólogo Michel Alcoforado, sócio-fundador do Grupo Consumoteca.

Alcoforado disse ainda que “o dinheiro deixou de ser apenas um instrumento de sobrevivência para se tornar um marcador de identidade, valores e aspirações”, já que a pesquisa mostrou que 78% dos entrevistados não sentem mais desconforto em falar de dinheiro, o que representa uma quebra de tabu histórico.

Hoje, na era da inteligência assistiva, o brasileiro busca prosperar com autonomia, segurança e controle sobre suas escolhas. A relação com o dinheiro é, ao mesmo tempo, econômica, cultural e emocional, explicou.

Quando questionados sobre o que fariam com que confiassem em uma IA, os participantes da pesquisa responderam:

  • Linguagem simples, falar de uma forma que eu entenda (40%)

  • Conhecer as regras que regem a IA (39%).

  • Saber os parâmetros usados pela IA para tomada de decisão (38%).

  • Ver resultados de outras pessoas (36%).

  • Ter a garantia de que há uma equipe de especialistas por trás (36%).

  • Ver resultados compatíveis com a média do mercado (30%).

A pesquisa mostrou ainda que 83% dos brasileiros buscam novas maneiras de lidar com o dinheiro, através de diversificação, autonomia e estratégias de investimento. Já os principais interesses se concentram em renda passiva (49%), empreendedorismo em negócio próprio (49%), educação, capacitação e cursos (41%).

A relação com os bancos também passou por mudança comportamental nos últimos anos, segundo a pesquisa. Nesse caso, 41% dos entrevistados consideraram que os bancos têm um papel consultivo, como aliados estratégicos para organização de finanças, orientação de decisões e apoio a projetos. Enquanto isso, a visão de que as instituições financeiras servem majoritariamente como local transacional e para guardar dinheiro recuou para 22%.

Em Pernambuco, a IA ganhou esta semana um “berçário” que deve ajudar o estado a se consolidar como polo tecnológico, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

A Cointelegraph está comprometida com um jornalismo independente e transparente. Este artigo de notícias é produzido de acordo com a Política Editorial da Cointelegraph e tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. Os leitores são incentivados a verificar as informações de forma independente. Leia a nossa Política Editorial https://br.cointelegraph.com/editorial-policy