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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brasil cede ao pessimismo do Bitcoin e retira R$ 9 milhões de fundos de criptomoedas

Investidores nacionais seguem perda de apetite do capital institucional, através de ETPs cripto, a partir de catalisadores de baixa como falta de liquidez, inflação e desvalorização do dólar americano.

Brasil cede ao pessimismo do Bitcoin e retira R$ 9 milhões de fundos de criptomoedas
Brasil

Resumo da notícia:

  • Brasil segue movimento retrátil da semana mais pessimista dos fundos de criptomoedas desde novembro.

  • Retração acontece na esteira de incertezas macroeconômicas e geopolíticas.

  • Fed, dólar e inflação também desfavorecem ETPs cripto.

  • Queda de preços comprime AuM.

  • Bitcoin e Ethereum lideram a retrações, capitaneadas por fundos da BlackRock e da Fidelity.

Investidores brasileiros sacaram líquido US$ 1,7 milhão, R$ 9 milhões, de fundos de criptomoedas no acumulado semanal da última sexta-feira (23), segundo a CoinShares.

Fonte: Reprodução/CoinShares.

A maior retração dos fundos cripto desde novembro do ano passado aconteceu na esteira da eliminação dos ganhos de 2026 do Bitcoin (BTC), manutenção da tendência de baixa com suporte de US$ 84 mil do rei das criptomoedas e incertezas vindas do Japão, além de tensões geopolíticas protagonizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ajudaram a jogar o BTC em um terreno incerto.

De acordo com a gestora cripto, a pressão de venda de produtos negociados em bolsa (ETPs) de criptomoedas também ocorreu na seara da preocupação dos investidores com a possível manutenção da taxa de juros do Fed esta semana, desfavorecendo mercados como o de criptomoedas, associado ao risco. Além disso, a Coinshares destacou a desvalorização do dólar americano e o impulso negativo da inflação, como outros catalisadores de baixa.

As retiradas líquidas de investidores do Brasil acumularam R$ 17,4 milhões mensais, já o fluxo de retiradas líquidas semanais foi capitaneado pelos Estados Unidos, por US$ 1,79 bilhão. Na mesma direção, Suécia, Holanda e Hong Kong sacaram respectivos líquidos de US$ 11,1 milhões, US$ 4,4 milhões e US$ 2,6 milhões no período. Em direção contrária, Canadá, Suíça e Alemanha responderam pelos principais aportes líquidos semanais, US$ 33,5 milhões, US$ 32,5 milhões e US$ 19,1 milhões, respectivamente.

Além dos saques, a queda de preços fez o Brasil recuar a US$ 1,39 bilhão no total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), montante que manteve o país na sexta colocação global. Nesse caso, EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Holanda e Luxemburgo registraram respectivos AuM de US$ 149,92 bilhões, US$ 7,43 bilhões, US$ 6,67 bilhões, US$ 6,04 bilhões, US$ 3,02 bilhões, US$ 897 milhões, US$ 791 milhões, US$ 578 milhões, US$ 162 milhões e US$ 148 milhões. Já o AuM global fechou a semana em US$ 178,65 bilhões, enquanto outros países chegaram a US$ 1,42 bilhão.

A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de saídas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin, Ethereum (ETH), XRP, cestas multiativos e Sui (SUI), US$ 1,089 bilhão, US$ 630,3 milhões, US$ 18,2 milhões, US$ 15,5 milhões e US$ 6 milhões, respectivamente. Em direção oposta, fundos em Solana (SOL) e Chainlink (LINK) registraram respectivas entradas líquidas semanais de US$ 17,1 milhões e US$ 3,8 milhões.

Por fundos, os principais volumes de retiradas líquidas foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, Fidelity, Grayscale, Bitwise e ARK 21Shares, US$ 951 milhões, US$ 469 milhões, US$ 270 milhões, US$ 114 milhões e US$ 35 milhões, respectivamente. Pelo contrário, Volatility, ProFunds, e 21Shares registraram respectivas entradas líquidas semanais de US$ 83 milhões, US$ 37 milhões e US$ 19 milhões, respectivamente. Enquanto isso, outros mundos atraíram líquidos US$ 20 milhões no período.

Na semana anterior, investidores nacionais foram na contramão global e retiraram R$ 5,4 milhões de fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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