Resumo da notícia
BTC perde fôlego e continua travado abaixo de US$ 90 mil
Analista vê risco de teste entre US$ 83 mil e US$ 86 mil
Cenário global reforça cautela e posicionamentos defensivos
9h30
Marco Aurélio Camargo, CIO da Vault Capital
Hoje não tivemos mudanças estruturais relevantes no preço. O Bitcoin segue trabalhando dentro da mesma estrutura, usando como referência os níveis chave da semana, sem novidades que alterem o cenário principal no curto prazo.
Níveis da semana:
Resistências: US$ 90,6 mil e US$ 93,4 mil
Suportes: US$ 85 mil e, em um cenário de estresse maior, US$ 82,1 mil
Do ponto de vista de construção de mercado, um novo teste rápido na região dos US$ 85 mil não seria negativo. Pelo contrário: ajudaria a liberar o excesso de posicionamento otimista que ainda resiste, gerar desconforto no curto prazo e limpar parte dessas posições mais sensíveis.

Esse tipo de movimento costuma deixar o mercado mais desequilibrado para o lado vendedor no curto prazo, o que, paradoxalmente, fortalece a base para movimentos mais consistentes na sequência.
Esse ajuste ganharia ainda mais sentido se acontecer antes da liberação de cerca de 40% do gamma prevista para os próximos dias. Entrar nesse evento com menos alavancagem e menos travas mecânicas cria um ambiente mais saudável para o preço voltar a ganhar tração e recuperar níveis importantes.
No radar macro, os principais eventos começam a partir de amanhã, com a decisão de juros, onde o consenso aponta para manutenção. A partir daí, a expectativa é de mais volatilidade e aumento de volume, à medida que o mercado passa a precificar os próximos passos.
Por enquanto, o cenário segue claro: resistência em 90,6k e suporte em 85k, com o mercado aguardando um gatilho mais forte para sair desse intervalo.
6h20
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 27/01/2026, está cotado em R$ 464.818,97. Os touros tentaram uma recuperação, mas não tiveram folego e o BTC continua preso abaixo de US$ 90 mil.

Bitcoin análise macroeconômica
Yoandris Rives Rodríguez, gerente regional para América Latina na B2BINPAY, destaca que a desvalorização do dólar americano e um apetite seletivo por risco deram suporte às moedas de mercados emergentes, incluindo as latino-americanas, enquanto os mercados acionários da região continuaram condicionados por baixa liquidez e por um sentimento cauteloso por parte dos investidores.
Ao mesmo tempo, os ativos de risco foram pressionados pelo ressurgimento de ameaças tarifárias e por um movimento mais amplo em direção a posicionamentos defensivos, com um tom particularmente negativo na Europa diante dos temores de escalada das tensões entre os Estados Unidos e o continente europeu. Nesse contexto, os criptoativos continuaram a funcionar menos como instrumentos puramente especulativos e mais como proteções macroeconômicas e como infraestrutura financeira alternativa.
Bitcoin análise técnica
O analista técnico Petar Jaćimović afirmou que o mercado do Bitcoin ainda pode enfrentar um movimento adicional de baixa no curto prazo, após um rompimento negativo registrado na última sexta-feira. Em sua leitura, o comportamento recente do preço sugere que a consolidação dos últimos dias abriu espaço para uma nova etapa de pressão vendedora.
Segundo Jaćimović, o gráfico em período horário mostra que o ativo permaneceu por vários dias em uma faixa estreita de negociação antes de perder força e romper para baixo de forma mais agressiva. “O mercado passou por uma consolidação e, na sequência, tivemos um rompimento forte para o lado negativo, o que reforçou a ideia de continuação do movimento de queda”, explicou.
O analista destacou que a estratégia de venda de curto prazo já apresentou desempenho positivo na semana anterior, quando o preço respondeu conforme o esperado após a quebra do suporte. Para ele, o próximo passo mais provável é um novo teste da mínima registrada na sexta-feira, próxima da região dos US$ 86 mil.
Além desse nível, Jaćimović não descarta uma correção mais profunda. Na sua avaliação, caso a pressão de venda se mantenha, o Bitcoin pode buscar a mínima do mês anterior, situada entre US$ 83 mil e US$ 84 mil. “Existe uma chance real de o mercado tentar alcançar essa faixa se a dinâmica atual continuar”, afirmou.
Ele também apontou que o posicionamento de proteção está próximo da região de US$ 88.971, o que, segundo ele, cria uma relação entre risco e retorno considerada atrativa. “Mesmo apenas com o mercado voltando para a mínima anterior, já temos um retorno cerca de uma vez e meia maior do que o risco inicial”, explicou.
Para um cenário de queda mais ampla, com rompimento em direção aos US$ 84 mil, Jaćimović avalia que a relação risco-retorno se torna ainda mais favorável, chegando a quase três vezes o valor do risco assumido. Na sua visão, isso reforça o caráter de oportunidade para operações de curtíssimo prazo, baseadas exclusivamente na continuidade do movimento técnico.

O analista também observou que a manutenção do preço abaixo da região entre US$ 88 mil e US$ 89 mil é um fator-chave para a validação desse cenário. Caso o mercado não consiga recuperar esse patamar, ele entende que a tendência de curto prazo permanece inclinada para novas tentativas de baixa.
Apesar do tom cauteloso, Jaćimović ressalta que sua análise se concentra apenas no horizonte técnico imediato e não reflete, necessariamente, uma mudança estrutural na tendência de longo prazo do Bitcoin. Para ele, o atual momento é marcado por reações rápidas do mercado, em que níveis de suporte e resistência ganham peso decisivo nas decisões dos traders.
Portanto, o preço do Bitcoin em 27 de janeiro de 2026 é de R$ 464.818,97. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 27 de janeiro de 2026, são: Hyperliquid (HYPE), Pump.fun (PUMP) e Lighter (LIT), com altas de 9%, 8% e 6%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 27 de janeiro de 2026, são: River (RIVER), SKY (SKY) e KAIA (KAIA), com quedas de -31%, -5% e -4% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
