Resumo da notícia:
BoJ mantém taxa de juros, fala em arrocho monetário e desfavorece BTC.
Custo de fornecimento favorece distribuição do BTC.
Recuo diário do Bitcoin pode chegar a US$ 87 mil.
ETFs cripto também apontam perda de interesse institucional.
RSI mostra aumento na pressão de venda de criptomoedas.
Na manhã desta sexta-feira (23), o mercado de criptomoedas operava a um market cap de US$ 3 trilhões (-1,3%) com o Bitcoin (BTC) a US$ 88,8 mil (-1,3%), dominância a 59,2%, medo (34%) e a maioria das altcoins no vermelho.
A retração do Bitcoin coincidia com os 6.927,25 (-0,26%) pontos do índice S&P no momento desta edição em possível devolução de ganhos dos últimos dias, além da ausência de catalisadores de alta. Enquanto Isso, na Ásia, o Banco do Japão (BoJ) decidiu manter a taxa básica anual de juros em 0,75%, maior nível desde 1995, e apontou a possibilidade de elevação desse patamar dizendo que o país corre riscos com a inflação.
A elevação dos juros no Japão, conforme ocorreu no final de 2025, traz resfriamento das operações de carry trade envolvendo o iene. Isso porque o arrocho monetário encarece a tomada de empréstimo da moeda fiduciária japonesa, levando investidores do país asiático a venderem BTC para quitarem empréstimos em iene.
Por outro lado, a retração do Bitcoin, segundo a Glassnode, também estava relacionada à perda do patamar de 0,75% do custo de fornecimento de BTC, métrica que se refere ao valor despendido na mineração do rei das criptomoedas.
Atualmente, o preço à vista está sendo negociado abaixo do custo de 75% do fornecimento, sinalizando uma crescente pressão de distribuição. O risco aumentou, com predominância de quedas, a menos que esse nível seja recuperado, alertou a plataforma on-chain em postagem no X.
Bitcoin has lost the 0.75 supply cost-basis quantile and failed to reclaim it. Spot now trades below the cost basis of 75% of supply, signalling rising distribution pressure. Risk has shifted higher, with downside dominant unless this level is recovered.
— glassnode (@glassnode) January 22, 2026
📈https://t.co/TicbyydmZE pic.twitter.com/8vhemNBFqf
Ted Pillows também foi ao X destacar a perda de força do Bitcoin, que chegou a superar as ações na semana passada.
Agora praticamente apagou todos os seus ganhos de 2026. Parece que o Bitcoin poderá testar novamente a zona de suporte de US$ 87.000 a US$ 87.500 antes da próxima alta, emendou.
$BTC has lost its momentum here.
— Ted (@TedPillows) January 23, 2026
Last week, it was outperforming stocks, and now it has almost erased its entire 2026 gains.
It seems like Bitcoin could now retest the $87,000-$87,500 support zone before the next higher move. pic.twitter.com/k8JV1ibuym
Apesar das incertezas, o VIX, “índice do medo” calculado pela Bolsa de Valores de Chicago (CBOE) a partir do desempenho das empresas de capital aberto que compõem o S&P 500, estava recuado a 16,06 pontos (-20%). Apesar disso, os fundos negociados em bolsa (ETFs) estadunidenses baseados negociação à vista (spot) de Bitcoin, de Ethereum (ETH) recuaram por respectivas saídas líquidas de US$ 32,11 milhões e US$ 41,98 milhões. Pelo contrário, ETFs spot de XRP e de Solana (SOL) avançaram por respectivas entradas líquidas de US$ 2,09 milhões e US$ 1,71 milhão, segundo dados da SoSoValue.
O mapeamento da Coinglass do mercado de Futuros de criptomoedas apontava baixa a US$ 132,16 bilhões (-0,6%) no Interesse Aberto e retração a US$ 181,44 bilhões (-29,8%) no volume de negociações. Já a liquidação de traders alavancados de criptomoedas recuava a US$ 210,26 milhões (-64,5%). Nesse caso, os touros se encontravam em desvantagem pela liquidação de US$ 141,9 milhões em posições compradas (longs) ante US$ 68,2 milhões em liquidações de posições vendidas (shorts).
A 45,27 pontos, o índice de força relativa (RSI) se encontrava em região de neutralidade, com pequeno aumento da pressão de venda de criptomoedas ante o dia anterior. O mapa de calor também destacava diversos tokens nas zonas de forte compra ou sobrecompra e de forte venda ou sobrevenda. Na primeira faixa, mais sujeita à correção, estavam tokens como PAXG e XAU (stablecoins do ouro), AXS, TRX, KITE, OG, ZRO, PIPPIN, PIERVERSE, GUN, MMT, ENSO, ESPORTS, TA, IN, ZBT, STG, TRUST. No outro extremo, mais sujeito a reversão, estavam tokens como ETH, HYPE, ARB, STRK, MON, KAITO, SPX, MERL, CLO, GIGGLE, CYS, PROM, KMNO, CROSS, ARIA, FLUID.

O índice altseason, que se referencia pelas 100 maiores capitalizações de mercado, estava localizado em 29 pontos. No grupo das mil maiores altcoins em market cap, o IP recuava a US$ 2,29 (-8,3%), o PUMP se retraía a US$ 0,0024 (-6,5%), o MYX era trocado por US$ 5,78 (-5,1%), o CC valia US$ 0,14 (-5,3%), o AXS chegava a US$ 2,68 (+9%) com alta acumulada semanal de 117%, o DASH era trocado por US$ 69,46 (+4,4%) e o TRX estava precificado em US$ 0,30 (+3,1%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o ZRO alcançava US$ 2,16 (+11,9%), o SPACE orbitava US$ 0,025 (+31,8%), o SENT se equiparava a US$ 0,026 (+31,1%), o OG se referenciava por US$ 0,94 (+23%), o MMT estava precificado em US$ 0,23 (+20,9%) e o UPC respondia por US$ 0,57 (+20,8%).
Entre as novas listagens estavam SPACE e FIGHT na Binance Futuros, DONT e GWEI na Poloniex, ACU na Bybit Futuros e OKX Futuros, DONT na MEXC e BitMart, ELSA na Bitrue, TROLL na Binance US, PYBOBO na Kucoin, ORDER, HIVE e RLS na Bitget Futuros.
No dia anterior, a criptomoeda do celular da Solana disparou 265% com o Bitcoin de olho no BoJ, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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