O Brasil liderou a capitação global de fundos de investimento entre os dias 20 e 26 de janeiro, segundo um relatório divulgado esta semana pela CoinShares. De acordo com os dados da gestora de criptomoedas, o país foi um dos poucos a registrar fluxo positivo nesse período ao totalizar US$ 10,3 milhões em capitações líquidas, aproximadamente R$ 50 milhões.
Outros dois países registraram avanços discretos em aportes, a Austrália com saldo de US$ 300 mil e a França com entrada líquida de US$ 100 mil. No campo negativo das saídas que totalizaram cerca de US$ 500 milhões, os saques se concentraram nos EUA, Suíça e Alemanha, distribuídos em US$ 409,8 milhões, US$ 59,8 milhões e US$ 31,7 milhões, respectivamente. Completava a lista a Suécia com saída líquida de US$ 8,7 milhões.
A análise associou os saques massivos desses produtos de investimento aos quase US$ 5 bilhões em saídas desde o último dia 11 do GBTC, um fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) baseado em negociação à vista (spot) de Bitcoin (BTC) da gestora Grayscale. Movimento que começou após a SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, aprovar ETFs spot de BTC.
Por outro lado, a CoinShares observou um contraste entre outros ETFs spot de BTC em relação ao GBTC nesse período em que as saídas acumuladas do ETF da Grayscale totalizaram cerca de US$ 2,2 bilhões. Isso porque os outros ETFs recém-aprovados pela SEC, nesse mesmo período, registraram entradas líquidas de US$ 1,8 bilhão. No total, os ETFs spot de BTC registraram entrada total de US$ 5,9 bilhões desde que começaram a ser negociados, no último dia 11.
Em relação aos saques por criptomoedas, o Bitcoin liderou a lista com US$ 479 milhões em saídas, seguindo pelo Ethereum (ETH) em volume de US$ 39 milhões, Polkadot (DOT) em US$ 700 mil e Chainlink (LINK) em US$ 600 mil.
Em um movimento contrário aos saques do GBTC, um levantamento da plataforma de monitoramento e análise on-chain IntoTheBlock observou que, nos últimos trinta dias, as baleias acumularam mais de US$ 3 bilhões entre as carteiras contendo 1.000 BTC ou mais. Movimento que coincidiu com a diminuição de entradas líquidas nas exchanges centralizadas, cerca de US$ 100 milhões na última semana, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.