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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brasil compra a queda do Bitcoin e investe R$ 8,9 milhões em fundos de criptomoedas

Apesar da alta aversão ao risco e da pressão vendedora global, investidores nacionais veem oportunidade em ‘compram a pechincha’.

Brasil compra a queda do Bitcoin e investe R$ 8,9 milhões em fundos de criptomoedas
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Resumo da notícia:

  • Brasil aporte US$ 1,7 milhão enquanto investidores globais retiram US$ 1,7 bilhão de fundos de criptomoedas em um semana.

  • Queda de preço também ajuda a derrubar AuM.

  • Bitcoin e Ethereum lideram movimento retrátil atráves de fundos da BlackRock.

Na contramão global, investidores do Brasil aportaram US$ 1,7 milhão, R$ 8,9 milhões, em fundos de criptomoedas no acumulado semanal de sexta-feira (30), segundo a CoinShares.

Fonte: Reprodução/CoinShares.

Regionalmente, além do Brasil, Suíça, Alemanha, Austrália e Itália registraram saldo positivo semanal ao aportarem respectivos líquidos de US$ 11 milhões, US$ 4,3 milhões, US$ 400 mil e US$ 200 mil em produtos negociados em bolsa (ETPs, na sigla em inglês) baseados em criptomoedas. Em direção oposta, o volume de quase US$ 1,7 bilhão em saídas líquidas semanais globais foi capitaneado por Estados Unidos, Canadá, Suécia, Holanda e França, respectivamente em US$ 1,65 bilhão, US$ 37,3 milhões, US$ 18,9 milhões, US$ 3,8 milhões e US$ 300 mil.

No acumulado de janeiro, o fluxo líquido brasileiro fechou no azul em US$ 1 milhão enquanto as saídas líquidas globais de ETPs cripto chegaram a US$ 1 bilhão. Além disso, a gestora de criptomoedas observou que a queda de preços também impactou o total de ativos sob gestão (AuM, na sigla em inglês), que, no caso do Brasil, recuou a US$ 1,33 bilhão e manteve o país na sexta colocação global.

EUA, Alemanha, Canadá, Suíça, Suécia, Ilhas Cayman, Hong Kong, Austrália, Luxemburgo, Holanda e França registraram respectivos AuM de US$ 138,97 bilhões, US$ 6,9 bilhões, US$ 6,2 bilhões, US$ 5,6 bilhões, US$ 2,74 bilhões, US$ 896 milhões, US$ 734 milhões, US$ 541 milhões, US$ 147 milhões, US$ 140 milhões e US$ 104 milhões. Já o AuM global fechou a semana em US$ 165,78 bilhões enquanto outros países chegaram a US$ 1,42 bilhão.

A aferição direcionada aos criptoativos mostrou que os maiores volumes de saídas líquidas semanais foram de ETPs de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), XRP, Solana (SOL), cestas multiativos e Sui (SUI), respectivamente em US$ 1,32 bilhão, US$ 308,2 milhões, US$ 43,7 milhões, US$ 31,7 milhões, US$ 13,2 milhões e US$ 200 mil. Em direção oposta, ETPs de short Bitcoin, Chainlink (LINK) e de outros criptoativos receberem respectivos aportes líquidos semanais de US$ 14,5 milhões, US$ 500 mil e US$ 8,6 milhões.

Por fundos cripto, os principais volumes de retiradas líquidas foram dos iShares (de BTC e de ETH) da BlackRock, Grayscale, Fidelity, Bitwise e ARK 21Shares, respectivamente de US$ 1,18 bilhão, US$ 300 milhões, US$ 197 milhões, US$ 104 milhões e US$ 70 milhões. Outros fundos totalizaram US$ 40 milhões em retiradas líquidas semanais, período em que ProFunds, Volatility e 21Shares registraram respectivas entradas líquidas de US$ 139 milhões, US$ 61 milhões e US$ 2 milhões.

O sentimento de baixa global ocorre na esteira do aumento da aversão ao risco por fatores macroeconômicos e políticos, como o novo shutdown nos EUA e a indicação de Kevin Warsh à presidência do Fed. O que também favoreceu o pessimismo brasileiro na semana anterior, quando investidores nacionais cederam ao pessimismo do Bitcoin e retiraram R$ 9 milhões de fundos de criptomoedas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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