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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Rede Blockchain Brasil pode ser aberta ao público em 2025, revela BNDES

TCU sedia lançamento do piloto da Rede Blokchain Brasil: ‘Transparência sem precedentes’

Rede Blockchain Brasil pode ser aberta ao público em 2025, revela BNDES
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O Tribunal de Contas da União (TCU) sediou na manhã desta quinta-feira (22) o lançamento do piloto da Rede Bockchain Brasil (RBB), uma rede blockchain pública iniciada a partir de um acordo feito em 2022 com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integrado por diversos agentes públicos e privados do país. Plataforma que pode ser aberta ao público já em 2025.

Em suas considerações, o secretário de Tecnologia da Informação e Evolução Digital do TCU, Rainério Leite, qualificou a RBB como “um marco significativo nessa trajetória de inovação” e que a RBB simboliza “transparência sem precedentes”.    

Ele deixou claro que a governança da rede será descentralizada, já que a rede é baseada em Proof-of-authority (PoA), em que os validadores serão tanto entidades públicas quanto privadas, não apenas o TCU e o BNDES.    

“Não há algo parecido no Brasil, então é mais uma forma de nós envolvermos todos esses órgãos”, acrescentou.

Rainério Leite citou ainda alguns casos de uso da RBB, como gerenciamento de dados científicos e identificação digital, interface para o Drex, que a versão brasileira de moeda digital emitida por banco central (CBDC, na sigla em inglês), além de outras possíveis aplicações, em Saúde, Educação e Segurança Pública.

“Nós temos uma gama enorme de trabalho nesse sentido, inclusive cartão de vacinação eletrônico”, emendou.

Por sua vez, o superintendente de Tecnologia da Informação do BNDES, Fernando Lavrado, destacou a importância da infraestrutura da RBB para as instituições participantes. 

O analista de sistemas do BNDES Gladstone Arantes Júnior, palestrou sobre o “Histórico da RBB”, a partir de 2017, quando a utilização da tecnologia foi proposta em um concurso interno realizado pelo banco estatal. 

“A gente fez a proposta de usar a blockchain para combater a implosão da confiança”, declarou o especialista ao apresentar uma pesquisa da época apontando que o grau de confiança no governo era de 24%.

Ele destacou que o consumo de energia da RBB é mínimo, reforçou que a governança é compartilhada e a gestão da rede é descentralizada, porém com algumas definições estabelecidas no acordo de cooperação. Entre elas a não transferência de recursos e a implantação de poderes de voto.

De acordo com o cronograma apresentado pelo representante do BNDES, a rede deve ser aberta ao público entre 2025 e 2026.

“A gente pretende partir [entre 2025 e 2026] para uma produção plena em que qualquer um vai poder usar a rede, independente de estar no acordo ou não e 2027 é o limite para a gente construir a evolução desse modelo, porque uma iniciativa como essa, você lança e altera ela, adapta, reconstrói e segue”, declarou.

Gladstone Arantes Júnior acrescentou que os scripts da RBB estão disponíveis no repositório de código GitHub.

O lançamento oficial do pilot da RBB, que já se encontra em funcionamento desde abri, segundo Gladstone Arantes, também foi contou com a palestra “Blockchain e infraestrutura para governos: DPIs e visão de futuro” com o doutor pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Eduardo Diniz, uma mesa executiva com representantes de diversos associados e uma sessão de perguntas do público. 

Em outra iniciativa, a empresa de desenvolvimento de blockchain Skyfire lançou recentemente uma plataforma de pagamento que permite que agentes de inteligência artificial gastem dinheiro de forma autônoma, conforme noticiou o Cointelegraph.

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