Um ano após chegar ao Brasil, a Bitget, uma das maiores exchanges de criptomoedas internacionais, era responsável por cerca de US$ 453,7 milhões (+17,93%) em negociações nesta segunda-feira (27) segundo os dados de monitoramento da plataforma CoinMarketCap. De olho em um dos maiores mercados de criptomoedas do mundo, o Brasil, a empresa deve ser a primeira a lançar mão de assessores de investimento, os antigos agentes autônomos, para impulsionar o número de clientes em território nacional utilizando sua plataforma, estratégia que ajudou a XP a se consolidar como mercado de investimento no país há 15 anos.

A Bitget está em fase de negociação com quatro escritórios para distribuição de criptoativos, não relacionados a valores mobiliários, no Brasil. O que representa um universo de aproximadamente quatro mil profissionais considerados independentes pelo fato de não estarem ligados a corretoras, como a XP e o BTG Digital. 

"O AAI [Agente Autônomo de Investimentos] teria uma das mais seguras e completas plataformas para oferecer aos seus clientes interessados em investir em cripto, e nós, por outro lado, contaríamos com o potencial de originação que os agentes possuem, além do suporte necessário para a introdução correta e segura dos clientes no mercado cripto. No fim, é um ganha ganha”, explicou o gerente de Marketing & Growth da Bitget para a América Latina, Caio Nascimento.

Ao justificar a busca por assessores independentes, Caio Nascimento explicou que:

“Essas instituições já possuem suas próprias exchanges de cripto, o que torna inviável a parceria com os agentes que possuem em sua base por conta de questões contratuais. Mas existe um bom número de assessores que atuam de forma mais independente e é essa base de profissionais que iremos focar. Vamos ser o parceiro número 1 deles para viabilizar os investimentos em cripto por parte dos seus clientes. Somos uma exchange global, com centenas de moedas e tokens em nossa plataforma à disposição dos investidores, pessoas físicas ou institucionais.”

Segundo Francisco Amarante, superintendente da Abbai (Associação Brasileira de Assessores de Investimento), não há regulamentação em vigor atualmente, o que não impediria a distribuição de criptomoedas pelos assessores, desde que a distribuição esteja dentro do perfil de risco dos clientes. Os assessores, cuja atuação deverá passar por mudanças junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), recebem por comissionamento pelo serviço prestado. 

Caso a estratégia siga adiante, a Bitget poderá ter a seu favor uma fatia de quase 20% dos 22 mil assessores de investimento existentes no país, pelos dados da Associação Nacional de Corretoras de Valores (Ancord). O que deverá passar por investimentos em treinamento e qualificação dos profissionais responsáveis por atrair novos clientes para a exchange, segundo o gerente de marketing e expansão da Bitget, Caio Nascimento, que se mostrou confiante em relação aos “muitos frutos” da parceria com os assessores de investimento.

Há alguns dias, a Bitget também anunciou que participará do desenvolvimento de uma das provas de conceito para o Real Digital, em parceria com a fintech Capitual, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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