O mercado de criptomoedas apresentava leve reação na manhã desta quinta-feira (8) ao movimentar US$ 976 bilhões, capitalização de mercado que registrava alta de 3,9%. O que não chega a devolver o recuo registrado no dia anterior, quando o Bitcoin (BTC) perdeu o suporte de US$ 19 mil, quando lutava para se manter acima de US$ 20 mil. Negociada pouco acima de US$ 19,2 mil, a principal criptomoeda do mercado operava em alta de 2,7% e voltava a perder dominância no volume total ao imprimir 37,8% de participação.
Em um mundo que respira aversão aos investimentos de risco diante da ameaça crescente de recessão econômica e alta de juros, a União Europeia (UE) reportou um crescimento de 0,8% do Produto Interno Bruno (PIB) nos 19 países que compõem a zona do euro, segundo dados da Eurostat, a agência de estatísticas do bloco.
Em clima de eleição presidencial, o Brasil caminha para um novo aumento da Selic, a taxa de juros básica da economia brasileira, caso se confirmem declarações da última segunda-feira do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, apesar de o país ter registrado deflação de 0,73% em agosto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) , a prévia da inflação oficial. O índice é um indicador de esfriamento da economia, apesar de o Brasil ter registrado avanço de 1,2% no PIB no trimestre anterior. Na arena política, o presidente Jair Bolsonaro, em discurso na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, declarou que o Brasil atualmente tem uma “economia pujante.”
Quem amanheceu pujante foi o Ethereum (ETH), trocado de mãos por US$ 1.639 (+8,5%) a poucos dias do The Merge (fusão). Outras altcoins também esboçavam reação, como o BNB, negociado por 279 (+6%); o XRP, cotado em US$ 0,33 (+3,25%); o ADA, transacionado a US$ 0,47 (2,3%); o SOL, precificado em 33,02 (+6,4%); o DOT, valendo US$ 7,29 (+4,7%); o MATIC, negociado por US$ 0,83 (+3,7%).
Mais pujantes, algumas altcoins conseguiram altas mais expressivas. Era o caso do HNT, estimado em US$ 4,92 (+21,7%); o (RLC), equivalente a US$ 1,23 (+18,3%); o LKS, transacionado por US$ 1,12 (+16%); o BAL, trocado de mãos por US$ 7,64 (+15%); o SYN, cotado em US$ 1,68 (+27,4%).
Gráfico diário do par LUNC/USD. Fonte: Cointelegraph
Um caso à parte era o Terra Classic (LUNC), antigo LUNA, que era trocado de mãos por US$ 0,00057 e apresentava alta diária de 63% e um ganho de 436% no acumulado dos últimos 30 dias. No último dia 4, os detentores dos antigos LUNA e UST prejudicados pelo colapso da rede foram “beneficiados” com um airdrop. Por outro lado, a explosão do LUNC nos últimos dias pode não passar de uma armadilha aos investidores de varejo, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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