Bitcoin foi o melhor investimento de 2019 mas o pior em dezembro, destaca Valor Econômico

O Bitcoin foi o melhor investimento em 2019 quando comparado com outras aplicações financeiras como ações na bolsa de valores, tesouro, títulos pré fixados, poupança, índices atrelados a selic, entre outros, segundo reportagem publicada em 01 de janeiro de 2020.

"O ano de 2019 foi especialmente amigável com aqueles que correram riscos, pelo menos na hora de investir. Quem ousou desapegar um pouco da poupança e da renda fixa conservadora e olhar para a bolsa ou até para as criptomoedas encerra o ano com dinheiro no bolso. Pois os melhores investimentos de 2019 foram justamente o bitcoin, com alta de quase 100%, os fundos imobiliários, com alta de quase 36% e as ações, que também se valorizaram mais de 30%.", destaca a reportagem assinada por Julia Wiltgen.

Os melhores investimentos em 2019

Segundo a reportagem, 2019, no Brasil, foi fortemente marcado pela queda nas taxas de juros e, desta forma, houve um certo 'incentivo' para os investidores migraram para ativos com mais risco e, possivelmente, com os maiores retornos, do que aqueles atrelados a títulos mais 'seguros' como é o caso de Tesouro Direto, entre outros.

Apesar do desempenho de quase 100% no ano, o Bitcoin foi o pior investimento em dezembro, com queda de quase 10%. A tendência de baixa começou em novembro com o BTC tendo dificuldades para sustentar seu valor que vinha caindo desde a alta de quase US$ 14 mil, que foi a maior do ano passado.

 

Contudo, para 2020 o cenário ainda está dividido já que especialistas estão divididos sobre o potencial do halving em impulsionar os preços do BTC como ocorreu em eventos anteriores. A maior fabricante de equipamentos de mineração de Bitcoin do mundo, a Bitmain, está preparando um amplo programa de contenção de gastos justamente temendo um 'inverno' na mineração após o halving.

Em 2020, além do halving, não é certo como o lançamento de uma Moeda Digital do Banco Central (CBDC) por parte da China vai impactar o mercado e tampouco como o preço do BTC será impactado pelo possível lançamento do Libra, stablecoin do Facebook.

Como noticiou o Cointelegraph, para Richard Waters, chefe da sucursal do Financial Times da Costa Oeste (EUA), 2020 será o ano do Bitcoin, contudo, não é possível prever, segundo ele, se a criptomoeda cairá para US$ 1 mil ou subirá para US$ 30 mil, mas segundo ele, ela será cada vez mais 'reconhecida' pelos governantes.

Já o desenvolvedor do Bitcoin Core, Jimmy Song, acredita que o efeito do halving será sentido somente em 2021, quando o preço do BTC atingirá novos patamares.

Confira mais notícias