Ampliando uma sequência impressionante de recordes desde o início de novembro, o preço do Bitcoin (BTC) registrou o maior fechamento semanal de sua história no domingo, 17 – US$ 89.855.

Apesar de ter perdido o suporte de US$ 90.000 horas antes da consolidação da vela semanal, a maior criptomoeda do mercado acumulou ganhos de 11,8% em sete dias, e de 35% em um mês, de acordo com dados da CoinGecko.

No meio do caminho, uma nova máxima histórica foi atingida na quarta-feira, 13 de novembro, quando o preço do Bitcoin chegou a US$ 93.265, de acordo com dados da TradingView.

Gráfico semanal BTC/USD. Fonte: TradingView

Analistas estão divididos sobre o próximo movimento do Bitcoin. Parte aposta em uma correção após ganhos de 35% após a vitória de Donald Trump nas eleições nos EUA, enquanto outros acreditam que a descoberta de preço ainda pode elevar o Bitcoin aos US$ 100.000 no curto prazo.

No cenário macroeconômico, a inflação nos EUA veio de acordo com as expectativas do mercado na semana passada, e não afetou o mercado de criptomoedas significativamente.

Ainda que a persistência da inflação possa impactar a decisão do Banco Central dos EUA (Fed) sobre o ritmo da queda das taxas de juros, uma eventual pausa nos cortes na última reunião do ano, marcada para daqui a um mês, não parece suficiente para alterar o humor do mercado.

O enfraquecimento da correlação do Bitcoin com o índice Nasdaq sugere que a maior criptomoeda do mercado está apta a manter uma trajetória independente dos mercados tradicionais. 

Diante das perspectivas favoráveis às criptomoedas na futura administração Trump, com maior clareza regulatória e a possível adoção do Bitcoin como ativo de reserva governamental, e o influxo positivo contínuo nos ETFs spot de Bitcoin, os fundamentos do mercado sinalizam a continuação da atual tendência de alta.

Ainda assim, os investidores devem estar preparados para picos de volatilidade e, especialmente, novas oportunidades de compra em caso de queda. Nesta segunda-feira, 18, o preço do Bitcoin variou entre mínimas de US$ 89.375 a máximas de US$ 92.594, sinalizando a indecisão dos traders no curto prazo.

Análise de preço do Bitcoin

Arthur Driessen, analista de criptomoedas da Crypto Investidor que sinalizou as últimas oportunidades de compra de Bitcoin abaixo dos US$ 60.000 em setembro, acredita que a maior criptomoeda do mercado pode estar entrando em uma fase de lateralização após o rali estendido das últimas semanas.

“O par BTC/USDT inicia a semana na região de US$ 90.000, podendo acumular por mais alguns dias em uma faixa entre US$ 86.000 a US$ 94.000, enquanto as altcoins ganham força”, afirmou Driessen em uma análise exclusiva para o Cointelegraph Brasil.

O eventual rompimento da máxima histórica atual, abaixo dos US$ 94.000 pode desencadear um movimento de onda 5, conforme delineado abaixo no gráfico de 4 horas, impulsionando o preço do Bitcoin até os US$ 110.000.

Gráfico de 4 horas BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor

Driessen também apontou potenciais pontos de entrada para investidores que buscam ampliar suas participações em Bitcoin em antecipação à continuação da tendência de alta em 2025:

“As regiões de suporte mais próximas do BTC estão em US$ 86.000, e posteriormente em US$ 77.000 e US$ 74.000, sendo essa última uma excelente região de compra, caso o par BTC/USD volte a testá-la.”

Conforme noticiado recentemente pelo Cointelegraph Brasil, Cathie Wood, fundadora e CEO da gestora Ark Invest, afirmou que o Bitcoin ainda tem um “longo caminho a percorrer", apesar de ter rompido os US$ 90.000 recentemente.

Além da “desregulamentação” a ser promovida pela administração Trump, cada vez mais o Bitcoin está sendo percebido como uma nova classe de ativos, “e isso significa que instituições e investidores precisam incluí-lo em seu portfólios”, afirmou Wood.