A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta quinta-feira, 14/11/204, em R$ 527.899,04. Os touros mostraram força e após uma correção que levou o BTC abaixo de US$ 89 mil, eles agiram rapidamente e recuperaram o nível de US$ 91 mil com uma alta de 4,6% e no caminho para o rompimento de US$ 100 mil.
Beto Fernandes, analista da Foxbit, aponta que apesar de renovar a máxima histórica mais uma vez, o Bitcoin teve um dia de maior equilíbrio. O mercado viu com bons olhos a estabilidade da inflação ao consumidor norte-americano. Isso ajudou o apetite ao risco e colocou a criptomoeda perto dos US$ 93,5 mil.
"Agora, vamos ver se os dados de inflação ao produtor hoje vão ajudar a confirmar esse sentimento mais otimista e aumentar a perspectiva de manutenção do corte de juros nos Estados Unidos.
Além desse bom humor, a gente vê também que a alta de preços segue puxada pela forte demanda dos ETFs de Bitcoin. Ontem, mais de US$ 800 milhões foram injetados no mercado, indicando que o topo histórico atual ainda não está sendo visto como uma realização de lucros por estes investidores", disse.
Neste sentido, segundo ele, as reservas de BTC estão na direção contrária, caindo rapidamente. Embora não seja uma verdade absoluta, geralmente, este tipo de informação mostra que a intenção de venda dos investidores é menor. Neste caso, seria muito custoso ficar transferindo BTC da exchange para carteiras particulares, se a perspectiva é de vender o ativo.
"Entretanto, a realização de lucros não é algo inevitável. Quando a gente vai para os dados on-chain, cerca de 99,7% dos BTCs em circulação estão apresentando lucros. Então, não seria surpresa ver algum big player fazer uma pressão de venda no curto prazo", apontou.
Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget, também destaca que uma realização de lucros não está fora do radar. Ele aponta que o indicador Bitcoin: Realized Profit [USD] mede o lucro que os investidores realizaram ao vender suas participações em Bitcoin. Ele considera o preço de compra original do Bitcoin e o compara com o preço de venda. Quando a venda é feita a um valor superior ao da compra, o lucro realizado é registrado.
"Mais um dia em que tivemos uma realização de lucro de alto volume, desta vez tivemos 5,4 bilhões de dólares sendo colocados no bolso. Quando engatamos uma sequência de dias com alta realização de lucro temos de ficar em alerta, pois podemos estar formando um topo, por isso compras aqui devem ser evitadas", disse.
Pauline Shangett, CMO da ChangeNOW, esta otimista com a recuperação do BTC e destaca que uma alta para US$ 100 mil é só questão de dias.
"O nível de US$ 93.554 pode atuar como uma resistência, mas se os touros o superarem, o par BTC/USDT pode disparar para a resistência psicológica em US$ 100.000. Se esse nível for cruzado, a próxima parada provavelmente será US$ 113.331", disse.
Ovile Silenskyte, Diretora de Pesquisa de Ativos Digitais da WisdomTree, aponta que à medida que nos aproximamos de 2025, o sentimento dos investidores em relação aos criptoativos atingiu um ponto de virada. Segundo ela, uma última pesquisa realizada pela empresa demonstrou que 40% dos investidores profissionais planejam aumentar sua exposição aos criptoativos no próximo ano.
"Esse movimento reflete uma confiança crescente no potencial de longo prazo das criptomoedas, evidenciada pelo Bitcoin atingindo múltiplos recordes históricos e retornos de +85% em 2024. Somado à resiliência do mercado em meio a eventos econômicos e geopolíticos — incluindo o recente resultado das eleições nos EUA —, esse desempenho reforçou o apelo das criptos como uma valiosa alocação para portfólios multiativos", disse.
Silenskyte afirma que o interesse crescente que a empresa observa está enraizado no reconhecimento mais profundo do valor das criptomoedas como ferramenta de diversificação de portfólio. Segundo a pesquisa, 35% dos investidores profissionais reconhecem sua posição única como um ativo não correlacionado em relação aos ativos tradicionais, oferecendo uma proteção contra as flutuações dos mercados tradicionais.
“Além disso, o papel emergente das criptomoedas como reserva de valor digital está se tornando amplamente aceito, com 33% dos entrevistados vendo-as como uma alternativa viável ao ouro.
Essa mudança destaca uma evolução mais ampla nas estratégias de investimento, onde os ativos digitais agora são vistos tanto como motores de crescimento de longo prazo para portfólios quanto como uma posição estratégica diante das incertezas macroeconômicas. Os dados que estamos observando mostram como 2024 preparou o terreno para a expansão do papel das criptomoedas em portfólios diversificados e voltados para o futuro", finalizou.
Rodrigo Miranda, criador da Universidade do Bitcoin, aponta que os fluxos de entrada de ETFs continuam batendo recorde e isso favorece o aumento do preço do Bitcoin. Paralelo a isso, ele destaca que á a expectativa positiva com o governo Trump, com a possibilidade de implantação da sua reserva estratégica de Bitcoin nos primeiros três meses de governo.
"Isso pode influenciar diretamente a oferta do Bitcoin, porque, se os EUA adotarem essa prática, possivelmente outros países não vão querer ficar para trás. Então, partindo do pressuposto que nós já tivemos o halving, e que a escassez do Bitcoin se tornou muito alta – inclusive maior do que o próprio ouro –, e que atualmente o poder de oferta diária pelos mineradores é de 450 Bitcoins, acreditamos que provavelmente terá uma curva de escassez muito alta no BTC
Para se ter uma ideia, ontem (13/11), só a BlackRock comprou mais de 2.500 BTC’s. Então, eles consumiram cinco vezes mais do que a oferta diária de Bitcoin que é colocada no mercado pelos mineradores, considerando que os mineradores estão produzindo e estão colocando 100% da sua produção à venda. Sabemos que a maioria dos mineradores produzem, porém segura, não vendem.
Então, se todos os mineradores que estão produzindo 450 Bitcoins colocassem todos os Bitcoins à venda diariamente, só a demanda de ETFs estaria cinco, seis, sete vezes mais do que a oferta do Bitcoin", disse.
Diante disso, ele aponta que os alvos de médio prazo para 2025 são US$ 150 mil, US$ 160 mil para o ano de 2025.
Portanto, o preço do Bitcoin em 14 de novembro de 2024 é de R$ 527.899,04. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 14 de novembro de 2024, são: Pepe (PEPE), Peanut the Squirrel (PNUT), Mog Coin (MOG) com altas de 79%, 50% e 48% respectivamente.
Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 14 de novembro de 2024, são: Kaspa (KAS), Monero (XMR) e Bittensor (TAO) com quedas de -3%, -1% e -0,6% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão