A Binance lançou recentemente um simulador de trading de criptomoedas chamado Mock Spot Copy Trading, ferramenta que não impõe riscos financeiros reais para o usuário e permite aplicar e aprender estratégias de negócios com profissionais experientes.
O lançamento da nova ferramenta, disponível aos usuários do Brasil, acontece na esteira do avanço do mercado cripto no país, considerado estratégico na escalada da exchange global alcançar um bilhão de usuários. No país, 10% colocado global em adoção, cerca de 17% da população utiliza criptomoedas para alguma finalidade, de acordo com uma pesquisa recente.
Segundo a exchange, o Mock Spot Copy Trading permite o recebimento de fundos virtuais para simulação de negociações de forma prática e sem risco, seguindo as estratégias de traders líderes e criando simulações de carteiras para ver como elas se comportam.
No caso dos investidores iniciantes, a Binance informou que o Mock Spot Copy Trading serve como mais um recurso de educação que permite que se aprenda por meio de tentativa e erro, até que se ganhe confiança e experiência para se engajarem em investimentos reais.
Quanto aos traders mais experientes, a ferramenta pode ser direcionada para refinar estratégias, testar ideias e ver como diferentes estilos de negociação se comportam em condições reais de mercado, antes de alocar fundos.
Na avaliação da empresa, o Mock Spot Copy Trading é um espaço de aprendizado, onde os entusiastas do meio terão a liberdade para explorar o setor com oscilações reais de mercado, mas sem a pressão financeira cotidiana.
Para acessarem o Mock Spot Copy Trading, os investidores ou iniciantes precisam fazer login ou criarem uma conta na exchange, depois navegarem até “Copy Trading”, onde encontrarão diversos traders líderes para escolha. Depois dessa etapa, há o acompanhamento e ajuste da estratégia escolhida e, inclusive, troca de trader líder.
Em setembro, a empresa de análise de blockchain Chainalysis divulgou o Índice Global de Adoção de Criptomoedas da Chainalysis de 2024, relatório anual que mede a adoção de criptomoedas no mundo. De acordo com o documento, o Brasil caiu da 9ª para 10% colocação enquanto a Índia de manteve na primeira colocação.
Apesar do recuo, um levantamento recente da plataforma de soluções de pagamento em criptomoedas Triple-A mostrou que 17,4% da população brasileira utiliza criptomoedas para diversas finalidades, o que representa aproximadamente 38 milhões de pessoas.
Por outro lado, apesar da crescente popularidade das criptomoedas e da blockchain, a complexidade da tecnologia pode estar dificultando a compreensão para os usuários comuns, criando uma barreira para que mais pessoas entrem nesse espaço.
Isso foi o que apontou uma pesquisa realizada em agosto pela exchange de criptomoedas australiana Swyftx. De acordo com o levantamento, 43% dos 2.229 entrevistados disseram que não haviam utilizado a tecnologia porque não sabiam como ela funciona, conforme noticiou o Cointelegraph.