Em um documento de 17 páginas, publicado no final de fevereiro, o Banco do Brasil (BB) apresentou o regulamento do BB Multimercado Criptoativos Full, que é um fundo de investimento (FI) da instituição direcionado aos criptoativos. Segundo as regras, os aportes financeiros dos cotistas serão concentrados, principalmente, em Exchange Trades Funds (ETFs), que são fundos de índices negociados no mercado de ações. 

De acordo com o regulamento, os investidores precisam ser clientes do BB e devem ser qualificados conforme definição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para iniciarem seus aportes, no valor mínimo de R$ 1 mil. 

O percentual do fundo será concentrado no mínimo de 95% para carteira de ativos composta por até 100% em ativos financeiros lastreados em criptomoedas, mantidos em cotas de FI que apresentem prazo médio de carteira superior a um ano. Os recursos serão aplicados entre 67% e 100% de seu patrimônio líquido em ativos financeiros negociados no exterior.

 O BB Multimercado Criptoativos Full prevê ainda uma cobrança anual de 2% sobre o patrimônio líquido do fundo pela administradora, a BB Gestão de Recursos – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Entretanto, este percentual poderá ser maior, caso a administradora aplique os recursos em cotas de fundos de investimento que também cobrem taxa de administração. 

Pelo documento, está prevista também cobrança de taxa de performance de 20% com base no resultado do fundo sobre a rentabilidade que exceder 100% do índice Bitcoin Reference Rate (BRR), calculada e provisionada nos dias úteis após dedução de todas as despesas do fundo. 

O regulamento deixa claro que a adesão à carteira é de alto risco e ainda fixa estratégias com derivativos que resultem em alavancagem do patrimônio líquido. O fundo ainda prevê aportes adicionais com prazo máximo de três dias úteis após o comunicado da administradora.

Quanto a eventuais negociações em exchanges de criptmoedas, o regulamento do BB Multimercado Criptoativos Full deixa claro que a plataforma precisa estar regulamentada, "com normas estabelecidas contra lavagem de dinheiro que estejam submetidas, em suas respectivas  jurisdições, à supervisão de órgãos reguladores, com poderes para coibir tais práticas ilegais."

Quem também está conseguindo captar pecursos  com os ETFs  é a Hashdex, que possui seus dois  ativos atrelados a criptomoedas, HASH11 e DEFI11, na lista dos cinco ETFs que mais captaram recursos na B3 em 2022, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

 

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