Criada há menos de dois meses, a criptomoeda DeFi brasileira REAU tem aproveitado o bom retorno para contribuir com entidades que cuidam de animais abandonados pelo Brasil, uma das missões do protocolo Vira-Lata Finance.

A criptomoeda, à exemplo de sua contraparte mais famosa, o Dogecoin, nasceu como um meme, inspirada pela campanha pela adoção da figura do vira-lata caramelo para as notas de 200 reais lançadas pelo Banco Central em 2020.

Nas primeiras semanas de negociação do token REAU na PancakeSwap, a única DEX que negociava a moeda na época, o valor da criptomoeda disparou nada menos que 56.000%, empurrada pelo hype. O pico da moeda foi no começo de maio e depois o REAU acompanhou a correção de todo o mercado, batendo em mínimas históricas, segundo dados do CoinMarketCap.

A atuação do REAU também se estende a entidades de proteção animal, conforme o site oficial e os canais sociais do Vira-lata Finance registram regularmente. Desde a criação do protocolo, mais de R$ 100 mil já foram destinados à causa animal pelo REAU, que já ajudou mais de 16 entidades neste segmento.

No Twitter, nesta semana os administradores do protocolo uniram-se a outra criptomoeda-meme, o Dogira, em uma campanha que lançou um fundo de caridade que atua na venda de NFTs para ajudar na causa animal. A iniciativa busca arrecadar R$ 425 mil, dos quais 84% serão destinados a ONGs que atuam na proteção de animais abandonados.

Também na última quinta-feira, o Vira-lata Finance realizou uma live para anunciar apoio a uma ONG de resgate de cães e gatos abandonados em Manaus, Amazonas. A ONG atende cerca de 280 cães e gatos e deve receber os fundos através do Fundo de Caridade do Vira-lata Finance, que já tem mais de 60.000 investidores. João Cascaes, que atua no Setor Social do protocolo DeFi, falou ao portal D24M:

“É o primeiro projeto de criptomoeda brasileira a empregar esse tipo de finança descentralizada. A ideia é fazer com que a pessoa, ao comprar com o REAU, esteja ajudando a causa animal. Isso irá aumentar a aplicabilidade da moeda e estabilizá-la num patamar bem menos volátil”

Outro investidor do REAU, Rodrigo Pereira, ressalta que investir na criptomoeda é também ajudar a manter entidades de proteção animal:

“A plataforma vai unir os usuários e parceiros do projeto e, de toda transação que for feita naquele local com a nossa moeda, uma parte será automaticamente trazida para o fundo de doação. O ecossistema de parceiros vai tornar o negócio aplicável. Se você é um criador, e sabe que tal petshop aceita o Reau, e que ao fazer compras por meio dessa moeda você automaticamente estará doando para uma instituição de proteção aos animais, você escolhe esse petshop para comprar, e não outro. E assim, a moeda vai sendo mais aplicada e se valorizando mais”

O Vira-lata Finance trabalha para lançar até uma ferramenta de pagamentos, o Reau Pay, prevista até a metade deste ano. Emerson Queiroz, também investidor no criptoativo, comenta a iniciativa:

"De modo geral, o que me faz optar por uma moeda são os projetos associados a ela. O reau, por exemplo, tem projetos audaciosos em relação a sua usabilidade. A partir disso, uma rede de comerciantes poderá passar a aceitar o reau como meio de pagamento, tais como clínicas veterinárias, petshop e toda cadeia de produtos e serviços poderão adotar a mesma prática"

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