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Lucas Caram
Escrito por Lucas Caram,Editor da Equipe
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

Ação coletiva contra a GenBit reúne 39 investidores e pede R$ 1,3 milhão na Justiça

Justiça de São Paulo recebeu petição inical de 39 clientes prejudicados pela GenBit para abrir nova ação coletiva pedindo mais de R$ 1 milhão.

Ação coletiva contra a GenBit reúne 39 investidores e pede R$ 1,3 milhão na Justiça
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Uma ação coletiva contra a empresa que oferecia investimentos em Bitcoin GenBit foi aberta na Justiça de São Paulo reunindo 39 clientes que se dizem prejudicados pela empresa e pedem R$ 1,3 milhão de reais de ressarcimento. A informação é do Portal do Bitcoin.

Segundo o texto, os clientes não conseguem reaver seus valores investidos na GenBit desde 26 de agosto de 2019, não restando alternativas senão a via judiciária para tentar reaver a quantia aportada.

Segundo os investidores esclarecem na petição inicial, “cada um deles, em momentos distintos, investiram, valores diversos, em criptomoedas através da aquisição de 'pacotes' de pontos das rés”.

Os pacotes de pontos da GenBit justificavam um suposto "marketing multinível" da empresa, mas como já foi dito para diversos especialistas, empresas que oferecem marketing multinível que não envolve produtos reais provavelmente não passam de pirâmide financeira.

A ação coletiva, porém, deve ser desmembrada. Segundo a juíza Bruna Marchese e Cilva, da 8a. Vara Cível de Campinas (SP), a existência de muitos casos em um mesmo processo poderia prejudicar a análise do caso.

“Pois bem, reputo que a discussão concomitante de diversos eventos, que teriam sido provocados pelos serviços das rés a diferentes partes e em datas distintas, traz prejuízo à instrução processual”.

Ela completa dizendo que a "aglutinação em questão", na ação coletiva, "é tomada em detrimento do bom andamento processual".

Crise nos pagamentos e encerramento da GenBit

Como o Cointelegraph Brasil tem noticiado a GenBit é mais uma das empresas acusadas de pirâmide financeira que agora sofre na Justiça com milhares de investidores desfalcados pedindo ressarcimento. No começo do ano, outra ação coletiva pediu bloqueio de R$ 1 bilhão da empresa, que posteriormente foi convertido para R$ 800 milhões.

Para alguns clientes, a empresa se assimilava a uma "seita religiosa".

No fim de janeiro, a empresa dispensou todos seus funcionários sem pagar recisão ou salários atrasados.

O dono da empresa, Nivaldo Gonzaga, apareceu pela última vez em dezembro, pedindo "perdão" aos investidores, apelando para a fé e dizendo que a empresa teria uma "solução abençoada" para a crise: converter todos os saldos em uma criptomoeda desconhecida e sem liquidez, o Treep Token. A ideia até hoje não vingou.

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