Duas investidoras que têm mais de R$ 26 mil reais bloqueados na empresa de investimentos em Bitcoin e criptomoedas Genbit, com sede em Campinas (SP), deram entrevista ao portal UOL nesta quarta-feira, 18 de outubro, e compararam os eventos da empresa a uma seita religiosa.
Segundo as investidoras, que não tiveram seus nomes divulgados, a Genbit passava a mensagem de que seria um "negócio seguro, confiável e 'de Deus'":
"Eles gritavam, se vangloriavam e falavam muito de Deus. Parecia uma seita religiosa."
As investidoras são irmãs e participaram de um megaevento da Genbit em setembro, investindo R$ 26.250 cada uma. Pouco depois, os saques da empresa começaram a ser bloqueados, prejudicando quase 45 mil clientes. A CVM emitiu um alerta contra a empresa sete meses antes, em fevereiro, quando a empresa ainda operava com a Zero10 Club, que seria posteriormente fechada.
Em novembro deste ano, a Genbit lançou uma criptomoeda, o Treep Token (TPK), que seria usado para pagar clientes, mas que não possui liquidez nem é listado em nenhuma exchange. Uma investidora de Maringá (PR) compara a ação com a moeda fictícia usada no programa Big Brother Brasil:
"É como se seu devesse para você um dinheiro, mas, em vez de te pagar em reais, dólar ou mesmo bitcoins, te pagasse com estalecas."
A Genbit não tem autorização da CVM para oferecer investimento coletivo e é alvo de cerca de 150 ações, que ultrapassariam R$ 10 milhões, segundo o UOL. A empresa também estaria sendo investigada por prática de crimes como pirâmide financeira, diz o texto.
Em sua defesa, a empresa diz que os atrasos são fruto da "maxidesvalorização dos ativos digitais" e das "crescentes orientações da CVM", além de prometer regularizar a situação em 90 dias.
Como noticiou o Cointelegraph Brasil nesta terça-feira, o presidente da Genbit surgiu em um suposto áudio de grupos de mensagens dizendo-se "perseguido" e que o TPK seria uma "solução abençoada" para a empresa.
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