O metaverso ainda é uma abstração, mas a ideia de transferir a vida profissional para ambientes virtuais é aprovada por 44% dos trabalhadores ouvidos em uma pesquisa encomendada pela multinacional chinesa Lenovo, revela reportagem do Valor Econômico publicada nesta sexta-feira, 25.
O principal motivo, segundo os entrevistados, é que a transferência do ambiente de trabalho para um ambiente virutal imersivo poderia aumentar a produtividade dos trabalhadores. Por outro lado, o problema é que 59% não acreditam que as empresas estejam realizando o investimento necessário para criar espaços propícios para que tal desejo se torne realidade. E 43% entendem que os seus atuais empregadores não têm o conhecimento nem as ferramentas necessárias para capacitá-los a trabalhar em ambientes virtuais imersivos.
Profissionais da China, do Brasil e de Cingapura são os mais otimistas sobre a capacidade de seus empregadores de criar ambientes de trabalhos no metaverso. Nestes países, mais da metade dos entrevistados se mostra otimista sobre a possibilidade de trabalhar no metaverso com máxima eficiência e alta produtividade. Ao passo que trabalhadores da Inglaterra e do Japão são mais pessimistas. Apenas 30% e 18%, respectivamente, consideram que as empresas se tornarão aptas a incorporar as realidade virtual (VR) e aumentada (AR) ao dia a dia dos trabalhadores no curto prazo.
O presidente da Lenovo, Ken Wong, acredita que a adaptação das empresas ao metaverso no futuro é incontornável. A própria disposição dos trabalhadores seria prova disso, mesmo que, hoje, nem empregados nem empregadores estejam totalmente preparados para esta nova realidade:
“A pandemia desafia todos nós a nos adaptarmos a novas formas de trabalho – forçando organizações de todos os tamanhos a evoluir em um ritmo exponencial. O metaverso apresenta às empresas novas oportunidades, mas também desafios tecnológicos mais complexos, como a necessidade de mais poder de computação, melhor integração com o hardware, e soluções de TI mais simples e flexíveis."
Wong afirma que o desenvolvimento do metaverso ainda está em estágio inicial e as soluções oferecidas hoje ainda são majoritariamente superficiais. A realização da pesquisa revela uma disposição da Lenovo para identificar novas oportunidades de desenvolvimento tecnológico no ambiente corporativo:
“Por enquanto, o metaverso abre um mundo de possibilidades para os negócios, que segundo nossa pesquisa, quase metade dos funcionários estão dispostos a participar."
Apesar de a pesquisa ter revelado uma abertura dos trabalhadores brasileiros para experimentação das potencialidades do metaverso, os ambientes virtuais imersivos ainda estão distantes da realidade da grande maioria da população brasileira, segundo o CEO do Mercado Livre, Stelleo Tolda, declarou em reportagem do Cointelegraph Brasil publicada recentemente.
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