Dados da consultoria Trademap mostram que o BTG Pactual se tornou o segundo maior banco do Brasil por valor de mercado, superando o Bradesco e ficando atrás apenas do Itaú que lidera o ranking. De acordo com a Trademap o BTG atingiu um valor de mercado de R$ 155,52 bilhões. 

O valor de mercado do Bradesco por sua vez é de R$ 155,47 bilhões. Ja o Itaú, na liderança tem valor de mercado de R$ 135,04 bilhões. No entanto, quando considerado o Nubank que é listado na Bolsa de Valores de Nova York, o BTG ficaria em terceiro lugar, já que o Nubank tem um valor de mercado de US$ 36,8 bilhões, aproximadamente R$ 180,7 bilhões.

No entanto, de acordo com o BTG, a Trademap, usa uma metodologia diferente que o banco para o valor da ação. O banco se basei em units, e, com isso, o BTG teria um valor de RS$ 127,06 bilhões.

Embora os bancos brasileiros tenham bilhões em valor, somando o valor de mercado dos 4 maiores bancos do país (Itaú, Nubank, BTG e Bradesco), eles ficam muito aquém das duas principais criptomoedas do mercado, Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) que possuem atualmente mais de US$ 579 bilhões e US$ 222 bilhões de valor de mercado.

O mercado de criptomoedas inclusive tem sido uma estratégia adotada pelo BTG e que tem contribuído para o crescimento no valor de mercado do BTG. Em 2019, o BTG Pactual surpreendeu o mercado ao anunciar o lançamento do ReitBZ, um token de investimento imobiliário lastreado em imóveis recuperados do setor imobiliário brasileiro.

Foi o primeiro token de segurança (security token) lançado por um grande banco de investimento e permitiu que investidores nacionais e internacionais se envolvessem no mercado imobiliário brasileiro usando uma criptomoeda. Utilizando a tecnologia blockchain, o ReitBZ prometia trazer mais transparência, liquidez e acessibilidade para os investidores.

Todos os tokens foram queimados em fevereiro de 2023, depois do banco distribuir cerca de R$ 4 milhões ao holders do ativo digital.

Além do ReitBZ, o BTG Pactual continuou a ampliar seu portfólio de produtos relacionados a criptomoedas. Em uma colaboração estratégica com a Gemini, a exchange e custodiante de criptomoedas fundada pelos gêmeos Winklevoss, o banco consolidou sua posição no mercado de ativos digitais, oferecendo serviços de custódia para investidores institucionais interessados em exposição a criptomoedas.

Exchange própria, plataforma de NFTs, ETFs e fundos de investimento

Pouco tempos depois do lançamento do ReitBZ e antes da parceria com a Gemini, o banco lançou o portal Future of Money, focado em criptomoedas e ativos digitais, que se tornou um prenuncio das inteções do BTG. Logo depois em 2020, o banco lançou um fundo de investimento proprio com exposição em Ethereum e dois com exposição em Bitcoin (BTG Pactual Bitcoin 20 FIC FIM IE e o 100% bitcoin BTG Pactual Bitcoin 100 FIC END IE). 

No ciclo de alta de 2020-21 o banco se tornou um dos distribuidores de praticamente todos os ETFs com exposição de criptomoedas no Brasil e firmou uma estreita relação com a Hashdex que culminou em 2022 com o lançamento do HASH11 no Chile.

Em 2022 o banco também lançou sua própria exchange de criptomoedas a Mynt, que, em 2023, anunciou a aquisição de 20% da Lumx Studios, startup brasileira que se dedica a fornecer soluções tecnológicas baseadas em blockchain para empresas.

Ainda em 2022 o banco revelou ao Cointelegraph que estudava entrar no mercado de mineração de Bitcoin e chegou a sondar a compra de equipamentos da Bitmain para iniciar operações de mineração possivelmente no Paraguai ou com energia eólica e solar na região nordeste do país.

Em 2023, o banco anunciou o lançamento de sua primeira stablecoin pareada com o dólar, o BTG Dol que, segundo o BTG, o lastro do ativo se dá por dólares armazenados pelo próprio banco, que faz a gestão completa do lastro do ativo e também realiza processos de “due diligence”, contra lavagem de dinheiro e de Compliance.

De olho no futuro do dinheiro, o banco também integra os testes do Drex, CBDC que o Banco Central do Brasil pretende lançar em 2024 e que terá como foco habilitar o ecossistema de contratos inteligentes no sistema financeiro nacional.

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