Uma recente pesquisa da Visa, uma das maiores operadores de pagamentos digitais do mundo, revelou que cerca de 78% da população brasileira deixou de usar dinheiro físico em 2020.

Assim, segundo a Visa, a diminuição do uso do dinheiro e o aumento dos pagamentos digitais ocorreu devido a pandemia do coronavírus.

Contudo, isso não significa que a população passou a usar exclusivamente pagamentos digitais mas aponta a tendência da diminuição do uso do dinheiro físico.

'Fim do dinheiro'

O estudo chamado 'Visa Back to Business' foi realizado com empresas e cidadãos pela Visa e pela Wakefield Research em oito países.

"Os consumidores do Brasil e de toda a América Latina e do Caribe entenderam que podem comprar praticamente qualquer produto digitalmente e retirá-lo via drive-thru, recebê-lo em casa ou buscá-lo na loja", disse o vice-presidente de Soluções para o Comércio da Visa do Brasil, Fernando Pantaleão.

Desta forma, segundo o estudo, como as pequenas e médias empresas não estavam preparadas para a economia digital acabaram sendo as mais prejudicadas pela "digitalização forçada" do coronavírus.

"84% das empresas no Brasil tentaram uma nova estratégia para atender à recente demanda dos clientes", destacou a Visa.

Dinheiro não vai acabar

No entanto, apesar do aumento dos pagamentos digitais, do Bitcoin, das criptomoedas e de outros sistemas de economia digital diversos especialistas declaram que o dinheiro físico está longe de acabar;

Assim, para Renato Silva Filho, CEO da Fastcash, o mundo está mais digitalizado há diversas barreiras que impedem a eliminação do dinheiro físico.

"Acredito também que a circulação física da moeda deve sofrer uma redução com todos os avanços tecnológicos ocorridos nos meios de pagamento. Porém, enfrentamos uma barreira que vai muito além do desejo de inclusão digital: O Brasil possui cerca de 46 milhões de desbancarizados. O número de semi-bancarizados (aquela pessoa que só tem a conta para receber salário ou algum benefício) é mais difícil de se calcular", declara.

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