O Bitcoin (BTC) consolidou uma vela verde com alta de 2,8% no fechamento semanal de domingo, 9 de junho, mantendo-se estável um pouco acima dos US$ 69.000, após a queda relâmpago desencadeada pela divulgação de dados de expansão no mercado de trabalho nos Estados Unidos.
Embora a marca de US$ 69.650 tenha confirmado o segundo maior fechamento semanal de sua história do Bitcoin, o cenário macroeconômico continua configurando-se como uma barreira sólida à retomada do mercado de alta das criptomoedas.
Nesse sentido, a semana que começa será decisiva para o futuro da ação de preço do Bitcoin no curto prazo. Estão agendados para quarta-feira, 12 de junho, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor dos EUA (CPI) relativo ao mês de maio e a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), que oferecerá pistas sobre os rumos da política monetária do Banco Central dos EUA (Fed) para o restante de 2024.
Embora os bancos centrais europeu e canadense tenham promovido seus primeiros cortes nas taxas de juros em anos, é pouco provável que o Fed aja da mesma forma, uma vez que a inflação segue mais de um ponto percentual acima da meta de 2% e os dados do mercado de trabalho emitam sinais contraditórios sobre a situação da economia americana.
Desde que atingiu a máxima histórica de US$ 73.750 em 14 de março e sofreu uma correção a seguir, o preço do Bitcoin tentou recorrentemente vencer a resistência em torno da faixa de US$ 72.000 – e foi rejeitado em todas as ocasiões.
A faixa continua sendo decisiva para impulsionar o Bitcoin rumo a novas máximas históricas no modo de descoberta de preços, afirma o analista Arthur Driessen, da Crypto Investidor:
"Na última sexta-feira, o BTC tentou romper a resistência dos US$ 72.000 e sofreu uma rápida rejeição, voltando a testar os US$ 68.500."
Sob a perspectiva de que a volatilidade retornará aos mercados com os importantes eventos macroeconômicos desta semana, o analista projeta dois possíveis cenários para o preço do Bitcoin no curto prazo, conforme o gráfico abaixo.
Gráfico diário anotado BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor
Em um cenário pessimista, o Bitcoin poderia "voltar a testar a região de US$ 61.000 como suporte antes de tentar um rompimento de topo novamente", afirma Driessen. Isso ocorreria em caso de quebra do suporte estabelecido em US$ 66.300 após as recentes correções do preço do Bitcoin.
Um movimento positivo de retomada da tendência de alta depende do rompimento da resistência em US$ 72.000, projeta o analista:
"Caso consiga romper a resistência, o Bitcoin ativaria um setup de compras com alvos entre US$ 84.000 e US$ 100.000, onde provavelmente encontrará uma forte resistência psicológica."
A manutenção do movimento lateral também não pode ser descartada. Possivelmente, trata-se do cenário mais provável para o Bitcoin no curto prazo, caso não haja um desvio fora da curva nos dados da inflação dos EUA, para cima ou para baixo, ou uma medida inesperada do Fed em relação à taxa de juros.
Na tarde desta segunda-feira, 10, o Bitcoin continua lutando para superar a resistência em US$ 70.000, operando em baixa intradiária de 0,3%, de acordo com dados da CoinGecko.
Enquanto isso, os aportes em ETFs de Bitcoin à vista dos EUA seguem registrando crescimento do total de ativos sob gestão. Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil recentemente, os fundos negociados em bolsa de BTC somaram US$ 1,83 bilhão em entradas na semana passada. O montante é equivalente a aproximadamente 25.729 BTC.