Em uma mensagem enviada aos clientes do Grupo Bitcoin Banco o controlador do GBB, Claudio Oliveira declarou que não é verdadeira a informação de que a Recuperação Judicial foi 'cancelada' (suspensa) pela justiça e disse que o pedido feito pela Work Consultoria Eirelli, acolhido pelo desembargador Espedito Reis do Amaral é normal.
"Eu gostaria de dar um esclarecimento. Houve um pedido de agravo da RJ. Esse agravo foi enviado a um desembargador em Curitiba que deu uma decisão de suspensão provisória da RJ o que não atrapalha nada a RJ, pois ele fez pedido de algumas documentações contábeis que a gente ja encaminhou", afirmou Oliveira.
Ainda segundo o Controlador do GBB, todos os documentos solicitados foram encaminhados e as informações inclusive podem ser confirmadas com a EXM Partners que administra a Recuperação Judicial do GBB. Entre as alegações do desembargador para justificar o cancelamento é de que haveria divergências entre os valores de Bitcoin, criptomoedas e reais devido aos clientes.
"Eu quero que vocês saibam de mim (...) que isso já foi sanado e que é um percurso normal do processo. Vai ter impugnações, vai ter reclamações (...) mas que quero que as pessoas saibam que está tudo certo. Quem está acompanhando a RJ pode ver que isso já foi sanado (...) Basta você entrar no processo da RJ e ver que já entramos com os embargos da decisão junto com todas as documentações que eles pediram", finalizou.
Como noticiou o Cointelegraph um pouco mais cedo a Justiça do Paraná, teria voltado atrás e suspendido o pedido de recuperação judicial do Grupo Bitcoin Banco, A decisão foi do desembargador Espedito Reis do Amaral que acolheu agravo de instrumento de um dos principais clientes do GBB, a Work Consultoria Eirelli, que teria mais de R$ 12 milhões custodiados no GBB e não concordava com o pedido de recuperação judicial do Grupo.
“Em verdade, o que há, por ora, é um cenário inseguro para os seus credores, que são privados das informações que deveriam estar a sua disposição, caso as recuperandas cumprissem com as determinações do juízo”, diz a decisão alegando que o processo de recuperação do GBB estaria "claramente viciado". diz a decisão.
Confira a integra da decisão.
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