O Brazilian Digital Token (BRZ), uma stablecoin brasileira lastreada ao real, acaba de dar mais um passo para se consolidar como uma ponte entre o mercado cripto global e o Brasil. Isso porque o criptoativo ampliou sua participação no mercado financeiro institucional, foco do marketplace de ativos digitais Finery Markets, cuja plataforma de negociações incluiu a listagem do BRZ, conforme anuncio feito esta semana pela Transfero Group, startup desenvolvedora do BRZ.
- Analista indica que 2 rivais do Ethereum devem subir mais de 20% com possível recuperação do mercado
De acordo com o comunicado, os investidores contarão com um ambiente de alta liquidez direcionado a pagamentos, o que deverá representar um avanço significativo em termos de participação de mercado para o BRZ, uma vez que a Finery Markets é considerada a primeira plataforma cripto-nativa multi-dealer (multinegociante) do mercado. Já a FinchTrade será a provedora de liquidez e os investidores institucionais e empresariais poderão negociar os pares de moedas BRZ/USDT e BRZ/BTC.
A internacionalização do BRZ se relaciona com o próprio nascimento da sablecoin segundo avaliação de Thiago César, CEO da Transfero. Para ele, o fato de os primeiros investidores do BRZ terem sido de fora do Brasil, logo que a stablecoin foi criada, em 2019, é uma prova de que a startup sempre agiu como uma empresa global.
“Nossos primeiros clientes eram de fora do Brasil, portanto sempre agimos como uma empresa internacional com uma mentalidade global. Hoje, trabalhamos para facilitar e proporcionar melhor acesso aos ativos digitais, tanto para investidores individuais quanto institucionais”, argumentou.
A listagem do BRZ na Finery Markets também é vista pela Transfero como um reflexo do crescimento dos investimentos em criptoativos no Brasil, cujo mercado movimentou R$ 103 bilhões em 2021, volume 400% maior em relação ao ano anterior. O que também pode ser notado pelo avanço da adoção do BRZ em nível global segundo avaliação da desenvolvedora, que ressaltou a liderança mundial do BRZ entre as stablecoins fiat não pareadas ao dólar americano.
Para o CEO e cofundador da Finery Markets, Konstantin Shulga, o aumento do interesse das plataformas pelo Brasil está relacionado à fatia que país representa em escala mundial no mercado cripto, quinto do mundo em 2021.
“Continuaremos a expandir nossa presença geográfica para apoiar a crescente adoção de pagamentos em criptoativos. A adição do BRZ capacitará todos os nossos clientes da indústria de pagamentos a obter acesso ao mercado brasileiro e fortalecer sua presença global”, disse.
O conselheiro da FinchTrade, Charlie Walker, acrescentou que o BRZ vai representar um elo entre a plataforma e o mercado brasileiro dizendo que:
“O lançamento em mercados de rápido crescimento como o Brasil é a pedra angular de nosso roteiro de expansão global. A essência da tecnologia da blockchain é supranacional e estamos felizes em estar entre as empresas que trazem a adoção da blockchain para pessoas em todo o mundo.”
O avanço do BRZ também pode ser enxergado pelo salto da stablecoin em 2021, ano em que o BRZ registrou R$ 5,7 bilhões em negociações, maior parcela dos R$ 7,4 bilhões acumulados na ocasião, desde a sua criação, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
LEIA MAIS: