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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Reforma Tributária chega ao Senado com dois novos impostos sobre criptomoedas

Exchanges estão enquadradas no rol de empresas de serviços financeiros passíveis de IBS e CBS.

Reforma Tributária chega ao Senado com dois novos impostos sobre criptomoedas
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O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (31) que uma das prioridades do governo federal é encerrar 2024 com a regulamentação do Projeto de Lei Complementar PLP 68/2024. Reforma Tributária que prevê a criação de três novos impostos e que inclui as criptomoedas em dois deles, proposta em tramitação no Senado Federal.

Aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto substitutivo ao texto apresentado em abril pelo governo chegou à Mesa Diretora do Senado no dia 19 de julho e prevê a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), entre outras providências.

Em relação às criptomoedas, a taxação está prevista pelo enquadramento de exchanges e outras empresas do setor no artigo 176. Nesse caso, segundo o texto, “os serviços financeiros ficam sujeitos a regime específico de incidência do IBS e da CBS”.

Isso porque o inciso XVI do artigo 177 inclui “serviços de ativos virtuais” no rol dos serviços financeiros passíveis de taxação do IBS, de competência compartilhada entre Estados, Municípios e Distrito Federal, e da CBS, de competência da União e que prevê a tributação de bens e serviços, em respectivos percentuais de 17,7% e 8,8%.

Na prática a CBS substitui o PIS, Cofins e IPI, de competência federal, enquanto o IBS assume o lugar de impostos relacionados a consumo e serviços nas esferas estadual e municipal, no caso o ICMS e o ISSQN.

O que representa dizer que a taxação prevista para ser recolhida de exchanges e outros provedores de serviços de criptomoedas será dividida pelos governos federal, estadual e municipal, caso o texto seja aprovado e sancionado nos moldes atuais.

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Padilha lembrou que a regulamentação, dentre outras questões, prevê a simplificação de impostos e, consequentemente, a geração de mais empregos. 

“Estamos transformando cinco impostos em um só, facilitando a vida do empresário. Essa é a prioridade absoluta. Tem que votar ainda no Senado. Provavelmente, volta pra Câmara também, porque um dos projetos ainda está na Câmara. Vamos acompanhar isso. Nossa prioridade é terminar o ano com essa regulamentação aprovada”, disse o ministro.

Em relação aos pagamentos digitais, a proposta do governo também se focaliza na retenção automática dos tributos, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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