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Lucas Caram
Escrito por Lucas Caram,Editor da Equipe
Rafaela Romano
Revisado por Rafaela Romano,Ex-editor da equipe

Bolsa de Valores em blockchain voltada para transformação social no Brasil recebe aporte de fundo de investimentos

Gestora carioca Manifesta Capital anunciou aporte de investimentos em bolsa de valores do Banco Maré; nova bolsa de valores aguarda regulação da CVM para anunciar IPO.

Bolsa de Valores em blockchain voltada para transformação social no Brasil recebe aporte de fundo de investimentos
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A bolsa de valores em blockchain [BVM]12, desenvolvida em parceria com o Banco Maré, do Rio de Janeiro, anunciou que recebeu um aporte do fundo de investimentos Manifesta Capital, conforme matéria do Valor Investe.

A bolsa de valores, que reúne ações de empresas de tecnologia de impacto social, recebeu R$ 150 mil da gestora carioca, que tornou-se com o investimento uma parceira estratégica da empresa.

A partir da parceria, a Manifesta assume funções operacionais na bolsa, como uma holding, para desenvolver as áreas administrativa, comercial e financeira.

Segundo o texto, a bolsa de valores vai permitir a pessoas físicas e jurídicas investimentos em startups que unem lucro a soluções sociais para a população de baixa renda, como os moradores da comunidade do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, sede do Banco Maré.

A ideia é permitir investimentos nas startups de forma acessível e estimular a captação de recursos para as empresas de tecnologia viabilizarem seus projetos. Toda a estruturação, intermediação e liquidações da [BVM]12 devem ser feitas em blockchain, com as ações emitidas em forma de tokens e registradas em ambiente digital.

Os investimentos também devem ser feitos com a criptomoeda nativa do Banco Maré, o Palafita. PicPay e Grão são parceiras da bolsa para viabilizar a compra e negociação do token, que já é usado como forma de inserção econômica pelo banco no Complexo da Maré.

Antes do aporte, todo o dinheiro investido no desenvolvimento da nova bolsa de valores veio do banco. A Manifesta também promete novas rodadas de investimento no futuro, além de anunciar ter investido no Banco Maré, mas não divulgou o valor do aporte.

Apesar do anúncio da [BVM]12, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil ainda não regulou a bolsa, que pediu a regulação oficialmente para a autarquia através de seu sandbox.

A CVM começou a administrar a participação de novas empresas disruptivas no sandbox em novembro de 2020, e as empresas selecionadas começam a atuar no ambiente controlado no começo de maio deste ano.

Caso a bolsa de valores seja aprovada, a empresa pretende lançar uma oferta pública inicial em junho de 2021, realizando ao todo três IPOs até o fim deste ano.

Além do investimento, a [BVM]12 também anunciou novas contratações, entre elas a diretora de operações Lucy Pamboukdjian, que trabalhou na Bolsa de Valores de Santiago, no Chile, e a economista Amanda Magalhães, nova diretora-executiva do Banco Maré.

A bolsa de valores começou a testar sua plataforma com 200 pessoas em novembro de 2020, com apoio da consultoria Falconi, da startup de gestão financeira Accountfy, do consórcio blockchain da Corda, o R3, e o escritório Vieira Rezende.

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