A bolsa de valores em blockchain [BVM]12, desenvolvida em parceria com o Banco Maré, do Rio de Janeiro, anunciou que recebeu um aporte do fundo de investimentos Manifesta Capital, conforme matéria do Valor Investe.
A bolsa de valores, que reúne ações de empresas de tecnologia de impacto social, recebeu R$ 150 mil da gestora carioca, que tornou-se com o investimento uma parceira estratégica da empresa.
A partir da parceria, a Manifesta assume funções operacionais na bolsa, como uma holding, para desenvolver as áreas administrativa, comercial e financeira.
Segundo o texto, a bolsa de valores vai permitir a pessoas físicas e jurídicas investimentos em startups que unem lucro a soluções sociais para a população de baixa renda, como os moradores da comunidade do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, sede do Banco Maré.
A ideia é permitir investimentos nas startups de forma acessível e estimular a captação de recursos para as empresas de tecnologia viabilizarem seus projetos. Toda a estruturação, intermediação e liquidações da [BVM]12 devem ser feitas em blockchain, com as ações emitidas em forma de tokens e registradas em ambiente digital.
Os investimentos também devem ser feitos com a criptomoeda nativa do Banco Maré, o Palafita. PicPay e Grão são parceiras da bolsa para viabilizar a compra e negociação do token, que já é usado como forma de inserção econômica pelo banco no Complexo da Maré.
Antes do aporte, todo o dinheiro investido no desenvolvimento da nova bolsa de valores veio do banco. A Manifesta também promete novas rodadas de investimento no futuro, além de anunciar ter investido no Banco Maré, mas não divulgou o valor do aporte.
Apesar do anúncio da [BVM]12, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil ainda não regulou a bolsa, que pediu a regulação oficialmente para a autarquia através de seu sandbox.
A CVM começou a administrar a participação de novas empresas disruptivas no sandbox em novembro de 2020, e as empresas selecionadas começam a atuar no ambiente controlado no começo de maio deste ano.
Caso a bolsa de valores seja aprovada, a empresa pretende lançar uma oferta pública inicial em junho de 2021, realizando ao todo três IPOs até o fim deste ano.
Além do investimento, a [BVM]12 também anunciou novas contratações, entre elas a diretora de operações Lucy Pamboukdjian, que trabalhou na Bolsa de Valores de Santiago, no Chile, e a economista Amanda Magalhães, nova diretora-executiva do Banco Maré.
A bolsa de valores começou a testar sua plataforma com 200 pessoas em novembro de 2020, com apoio da consultoria Falconi, da startup de gestão financeira Accountfy, do consórcio blockchain da Corda, o R3, e o escritório Vieira Rezende.
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