A mineradora Plouton Mining, com sede na Califórnia, construirá a maior fazenda de mineração de Bitcoin movida a energia solar da América do Norte, confirmou a empresa em um comunicado de imprensa em 25 de junho.
A Plouton, que é uma subsidiária do Plouton Group Holding, diz que a unidade de Western Mojave contará com cerca de 49 acres de painéis solares, gerando de 10 a 13 megawatts de eletricidade por dia.
O local foi escolhido devido a sua alta anual cota de luz solar, que é em média de 70%, com a empresa planejando entrar em acordos com fornecedores locais de serviços públicos para garantir energia de baixo custo pelo tempo restante.
"A combinação preeminente de natureza e tecnologia dará início à próxima etapa da evolução da mineração de Bitcoin, cumprindo a promessa do Bitcoin de ser uma rede de transações sustentáveis e descentralizadas", comentou Ramak J. Sedigh, CEO da operação, no comunicado à imprensa.
“Estamos muito satisfeitos em oferecer às pessoas a oportunidade de participar da crescente economia blockchain do Bitcoin sem ter que comprar o equipamento de mineração em si.”
Como o Cointelegraph relatou, o aumento no preço do Bitcoin (BTC) levou a um ressurgimento da rentabilidade da mineração e da descentralização à medida que os participantes menores obtinham acesso mais fácil ao mercado.
Ao mesmo tempo, o período desde novembro passado sofreu uma grande reviravolta entre os pesos-pesados tradicionais do setor, como a Bitmain, que emendou vários cortes de pessoal e fechamentos para conter as perdas financeiras.
A Hut 8 do Canadá, uma das maiores empresas mineradoras de criptomoeda de capital aberto do mundo, registrou prejuízo de US$ 140 milhões em maio de 2018.
Por muito tempo sujeita a alegações de que é prejudicial ao meio ambiente, a mineração de Bitcoin recebeu uma melhor publicidade nos últimos tempos, depois que um estudo revelou que mais de 70% da atividade já utiliza energia renovável.