Na manhã desta quarta-feira (12), o mercado de criptomoedas movimentava um volume de US$ 2,46 trilhões (+0,4%) com o Bitcoin (BTC) orbitando acima de US$ 67,9 mil (+1,6%), 3,9% de recuo acumulado semanal, dominância de mercado a 54,3%, sentimento dos investidores em uma região de neutralidade (56%) e as principais altcoins em uma região mista de baixa volatilidade apesar da explosão de preços de alguns tokens de baixa capitalização, com picos de preço de até 620% nas últimas horas.

Pelo comportamento dos preços era possível perceber a correlação do mercado cripto com o acionário através do avanço de índices como o S&P 500 e o Nasdaq, encerrados respectivamente em 5.375,32 (+0,27%) e 17.343,84 (+0,88%). Alta protagonizada pela valorização do AAPL, ticker da Apple, encerrado a US$ 207,15 (+7,26%), frenesi que sucedeu um anúncio de segunda-feira (10) da gigante da maçã relacionado à utilização de inteligência artificial (IA) de forma mais intensa em seus dispositivos. 

Além disso, o mercado de criptomoedas dava sinais de já ter precificado o FUD (medo, incerteza e dúvida na sigla em inglês) decorrente à definição, nesta quarta-feira, do comitê federal de mercado (Fomc) do Federal Reserve (Fed), que decide pela manutenção ou não do patamar atual praticado pela autoridade monetária dos EUA, atualmente em um percentual anual entre 5,25% e 5,50%. 

O FUD também se reverteu, mais uma vez, em saídas líquidas sobre os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin, a um volume de US$ 200,31 milhões segundo dados da plataforma SoSoValue. 

No terreno positivo das principais altcoins em capitalização de mercado, o ROSE respondia por US$ 0,12 (+9,8%), o PEPE valia US$ 0,000012 (+6,6%), o KAS representava US$ 0,16 (+6,4%) e o LDO orbitava US$ 1,93 (+4,8%). Em direção oposta, o AKT valia US$ 3,74 (-9,8%), o TIA se equiparava US$ 8,40 (-6,8%), o W representava US$ 0,52 (-5,5%) e o AR estava precificado em US$ 33,40 (-4,4%).

As altas de dois dígitos percentuais continuavam em um movimento discreto. Entre elas, o DOG era transacionado por US$ 0,0068 (+14,4%), o 0X0 estava cotado a US$ 0,24 (+16,3%), o BABYDOGE era liquidado por US$ 0,0000000018 (+10,6%), o MGC correspondia a US$ 0,11 (+83%), o SYN atingia US$ 0,69 (+24,3%), o BANANA era transferido por US$ 48,95 (+14,4%) e o GME se transformava em US$ 0,019 (+12,7%).

Por outro lado, alguns tokens de baixa capitalização surpreenderam pela alta de até três dígitos percentuais, embora supostamente com sinais mais elevados de risco por causa de mensagens emitidas pelas plataformas de monitoramento relacionadas à não verificação dos volumes, suprimentos circulantes e market cap relatados pelos desenvolvedores dos tokens, por exemplo.

Nesse grupo estava o modesto BVT, token da plataforma de jogos BovineVerse, negociado por US$ 0,069 (+485%) e com um pico de preço de cerca de 620% nas últimas horas.

Gráfico de 24 horas do par BVT/USD. Fonte: CoinMarketCap

Além do BVT, a plataforma de monitoramento CoinMarketCap retornava outros supostos ganhos de três dígitos percentuais nas últimas 24 horas, de tokens de baixa capitalização. Entre eles as memecoins MAGADOGE (+235%), RALLY (+170%) e CHADCAT (+150%).

Entre as novas listagens em exchanges de criptomoedas estavam EMT e COOKIE na Bitget, WIF e TOKEN na Biconomy, RNT, PEIPEI, GURU, RCH e ZKJ na CoinEx, PIZZA na Huobi, ATH na LBank, KENDU e RNT na BitMart, ATH na Bitget, Bybit e OKX e UNA e EMT na Gate.io.

No dia anterior, o airdrop de uma nova criptomoeda atraiu US$ 14 bilhões em pools da Binance em dia de pressão sobre o Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.