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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Empresa de segurança constrói ‘criptobunker’ em SP para proteger carteiras de hardware de criptomoedas

Prosegur informou que o esquema de segurança possui 115 medidas distribuídas por seis camadas.

Empresa de segurança constrói ‘criptobunker’ em SP para proteger carteiras de hardware de criptomoedas
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A empresa global de transporte de valores Prosegur informou que vai inaugurar em São Paulo (SP) uma espécie de “bunker” destinado a custodiar carteiras de hardware de criptomoedas, as hardware wallets. O serviço, segundo noticiou o Valor, tem como público-alvo empresas que queiram manter suas criptomoedas seguras e desconectadas da internet.

Segundo a publicação, o “criptobunker” da Prosegur, que já possui uma unidade desse tipo na capital espanhola de Madrid, terá um processo que envolve 115 medidas de segurança, distribuídas em seis diferentes camadas.

O que envolve uma sala desconectada da internet e com uma maleta transportável somente por escolta armada e por pessoas autorizadas, de acordo com informações de José Ángel Fernández Freire, diretor corporativo de inovação e presidente da Prosegur Crypto.

O executivo acrescentou que a instalação terá monitoramento 24 horas durante os sete dias da semana e revelou que, em caso de tentativa de invasão, há previsão de acionamento de dispositivos de segurança que incluem um gerador de neblina densa que cobre o espaço em 30 segundos.

Fernández disse ainda que a escolha do Brasil está relacionada à clareza regulatória do mercado de criptomoedas no país ao enfatizar que a segurança jurídica favorece a tokenização de ativos pelas entidades financeiras, que representam os potenciais clientes da Prosegur.

O representante da empresa lembrou que a Prosegur é do tipo B2B (business to business) e que, por isso, não tem acesso ao cliente final pessoa física. Ángel Fernández também ressaltou que a empresa de segurança já pratica segregação patrimonial, o que, segundo ele, garante que a custodiante não fará nada com os criptoativos em seu poder.

Ele informou que a empresa pretende atender todos os requisitos infralegais determinados pelo Banco Central, regulador das criptomoedas no Brasil, além de requisitos impostos pela Justiça e pela Polícia Federal.

Apesar de o criptobunker de Madrid custodiar atualmente as criptomoedas não governamentais, como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e sablecoins como o Tether (USDT), o executivo declarou que a empresa aposta na abertura desse leque no Brasil, em função da expansão do mercado de tokenização e do avanço do Drex, a versão brasileira de moeda digital emitida por banco central (CBDC, na sigla em inglês).

Em maio, a Prosegur Crypto anunciou uma parceria com a Minos Global, especializada na prestação de serviços em criptoativos, voltada ao lançamento de uma plataforma integrada de compra e custódia de Bitcoin e altcoins, com foco em clientes institucionais, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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