A Justiça de São Paulo autorizou a investigação de um esquema fraudulento com Bitcoin que usava indevidamente a imagem de celebridades, conforme publicado no Diário de Justiça do Estado em 1 de junho.
O golpe Bitcoin Loophole é promovido em diversos países do mundo usando a imagem de famosos locais para convencer as vítimas. No Brasil, os criminosos usaram a imagem do apresentador do Big Brother Brasil, Tiago Leifert, da Rede Globo.
O modus operandis dos criminosos é conhecido: imagens de famosos em sites falsos, com supostas matérias inventadas sobre o "sucesso" dos investimentos das celebridades em Bitcoin. Os investidores que acabam se convencendo a investir perdem tudo.
O golpe também já foi aplicado com outros nomes, como Bitcoin Era, Bitcoin Pro e Bitcoin Revolution, com páginas circulando em grupos de WhatsApp e redes sociais.
Segundo o Inquérito aberto, os crimes investigados baseando-se na lei 8.137/1990, que trata sobre crimes contra a ordem tributária e podem levar a prisão de 5 anos em regime fechado e multa de R$ 2 milhões.
O golpe será investigado pela Divisão de Investigações sobre Infrações sobre o Consumidor, ligado à Polícia Civil da capital paulista, por ordem da juíza Julia Martinez, que atendeu a um pedido do Ministério Público de Osasco.
Segundo o The Guardian, o Bitcoin Loophole já teria afetado uma série de vítimas ao redor do mundo e seria baseado na Rússia.
As autoridades brasileiras tem atuado no sentido de combater as fraudes com criptomoedas. Recentemente, a Câmara dos Deputados promoveu uma audiência para debater a atuação de pirâmides financeiras no país.
A Comissão de Valores Mobiliários do Brasil também tem combatido os golpes no mercado. Em maio, a CVM lançou um alerta contra a Brava500, empresa maltesa que captou clientes no país e depois bloqueou as contas com os fundos.
LEIA MAIS