Ronaldinho alega que não tinha 'nada a ver' com as atividades da Ronaldinho 18k, acusada de pirâmide e investigada pelo MP
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O ex-astro do futebol, Ronaldinho Gaúcho, declarou ao Ministério Público que foi vítima de fraude e que a 18k Ronaldinho, empresa que o jogador ajudava a promover, teria usado sua imagem indevidamente, segundo reportagem do Balanço Geral da TV Record.

O programa exibiu uma reportagem sobre a Ronaldinho 18K (agora só 18k) que é acusada de ser uma pirâmide financeira, baseada em uma série de produtos, inclusive trade e arbitragem de Bitcoin e criptomoedas. A reportagem destacou que diversos investidores da empresa não estão conseguindo sacar seus rendimentos e procuraram o Ministério Público para registrar denúncia contra a empresa.

Como já havia noticiado o Cointelegraph, o Ministério Público acolheu a denúncia e começou a investigar a empresa e seus operadores, como parte da investigação, Ronaldinho, ao ser solicitado a prestar esclarecimentos sobre o seu papel na empresa, declarou que foi lesado pela empresa e que sua imagem foi usada indevidamente.

No entanto, em diversos vídeos de promoção da empresa o astro do futebol aparece não apenas como garoto propaganda mas como um possível sócio da empresa, que inclusive levava seu nome e possuía uma linha de produtos baseados no nome do craque.

Ao MPF Ronaldinho disse que não é sócio da empresa e que tinha uma parceria com a mesma através de um contrato de publicidade e que este contrato foi rompido pelo atleta quando a empresa começou a investir em Bitcoins. No entanto, desde o seu lançamento a empresa afirma pagar rentabilidade por meio de supostas operações com criptomoedas.

A defesa de Ronaldinho também alega que a 18K teria usado a imagem do pentacampeão do mundo para ofertar investimentos em criptomoedas sem sua autorização, mas não explicou os vídeos e materiais de propaganda feitos pelo atleta.

Enquanto isso, investidores, como o padeiro Carlos André da Silva Costa, alegam que aplicaram todas as suas economias na empresa acreditando nas 'promessas de rendimento' que eram endossadas pela imagem de Ronaldinho.

"Fiquei sabendo da 18k pela internet. O povo começou a falar, e eu admirava demais o Ronaldinho, sempre fui fã do cara, gostava do futebol dele. E como ele estava no projeto, confiei nele. Eu achava que era uma coisa legal, nunca pensei que fosse um golpe.", declarou.

Esta não é a primeira vez que Ronaldinho se vê em 'problemas' envolvendo criptomoedas. No início do ano a Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) emitiu um alerta sobre a LBLV, que, da mesma forma que a Ronaldinho 18k, oferecia investimentos em Bitcoin e criptomoedas e prometia rentabilidade garantida de até 2% ao dia.

Ronaldinho Gaúcho, era um dos principais garotos propaganda da LBLV, inclusive gravando vídeos para a empresa. Além disso o craque também se envolveu em dois projetos de ICO de criptomoedas, a Ronaldinho Soccer Coin e a Champion Coin, porém, ambos os projetos não emplacaram e foram descontinuados.

Como noticiou o Cointelegraph, o capitão brasileiro do pentacampeonato da Copa do Mundo, o ex-lateral Cafu, é mais um jogador de futebol envolvido com uma empresa suspeita de pirâmide financeira de criptomoedas.  Cafu estaria atuando como embaixador da ArbCrypto, empresa que é suspeita de pirâmide financeira e têm sido alvo de denúncias de clientes por não honrar seus pagamentos.

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