Um dos maiores bancos brasileiros, o Bradesco comunicou à exchange cripto Bitblue que as suas contas bancárias serão encerradas no final de fevereiro, informou o Portal do Bitcoin no dia 13 de fevereiro.
Como foi informado ao canal por meio de membros anônimos da indústria, a Bitblue terá suas contas no Bradesco fechadas em 26 de fevereiro. Além disso, a decisão se estende às contas privadas dos proprietários da Bitblue.
Edísio Pereira, CEO da Bitblue, disse ao Portal do Bitcoin que a empresa já tinha contas em outras quatro instituições financeiras; portanto, a Bitblue não recorrerá das ações do banco. Entretanto, seus cofundadores e parceiros - cujos nomes não foram especificados - definitivamente vão apelar, já que o movimento pode afetar sua reputação, acrescentou Pereira.
A Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain (ABCB) já informou o caso ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão regulador antitruste operado pelo Ministério da Justiça do país. Em sua denúncia, a ABCB alega que o banco violou as regras da livre concorrência.
Inicialmente, o CADE iniciou uma investigação contra seis grandes bancos nacionais - incluindo Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil - em setembro de 2018. Após várias reclamações sobre fechamento de contas bancárias, o órgão antitruste começou a investigar práticas alegadamente monopolistas no espaço cripto.
Em outubro, o CADE decidiu rever a atividade recente das próprias exchanges cripto. O órgão enviou um questionário a dez empresas que disseram que seus direitos foram violados pelos bancos. Foram elas: Bitcoin Market, Bitcambio, BitcoinTrade, Foxbit, Walltime, Braziliex, BitBlue, Open Digital Capital (OTC), e-juno e Profitfy.
Posteriormente, ainda em outubro, o Banco do Brasil e o Santander Brasil foram obrigados a reabrir as contas da exchange cripto Bitcoin Max após uma decisão preliminar concedida por um tribunal do Distrito Federal. O juíz determinou que os bancos mencionados acima não notificaram o fechamento da conta corrente, o que foi considerado uma “conduta abusiva”, violando as regras de proteção do consumidor.
Mais recentemente, o Porto do Bitcoin informou sobre uma decisão semelhante tomada contra o Banco Santander Brasil, que também foi obrigado a reabrir as contas da Bitcoin Max.