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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Redução de circulação do Bitcoin nas corretoras pode se reverter em novas altas da criptomoeda, dizem analistas

A avaliação sugere que há um aumento de BTC em carteiras sem circulação ao longo do último ano, o que pode limitar a oferta e impactar positivamente o preço da criptomoeda.

Redução de circulação do Bitcoin nas corretoras pode se reverter em novas altas da criptomoeda, dizem analistas
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Embora os acontecimentos geopolíticos envolvendo a guerra entre a Rússia e a Ucrânia tenham sido apontados como possíveis motivos para o entusiasmo dos últimos dias no mercado de criptomoedas, que superou US$ 2,1 trilhões em capitalização de mercado com o Bitcoin (BTC) chegando a romper a resistência dos US$ 48 mil, outro fator entrou no radar dos especialistas em relação à alta do mercado. No caso, a diminuição do volume de BTCs circulantes nas exchanges de criptomoedas, um indicador que pode significar a limitação da oferta e uma possível alta da principal criptomoeda do mercado, segundo noticiou a Exame.

Utilizadas como uma espécie de política monetária, e uma vacina contra os efeitos da guerra na economia local, as criptomoedas conquistaram status de legalizadas com a assinatura pelo presidente Volodymyr Zelenskyy de uma lei que estabelece uma estrutura legal para a Ucrânia operar um mercado regulamentado de criptomoedas.  Pelo lado da Rússia, o chefe de energia da Federação Russa, Pavel Zavalny, sugeriu a possibilidade de aceitar Bitcoin como pagamento por seu petróleo e gás de “países amigos”, como China e Turquia. 

Por outro lado, a redução do volume circulante de BTC nas exchanges também foi apontada como um fator estimulante à alta da criptomoeda, o que no caso foi explicado pelo movimento do número de Bitcoins em direção a carteiras sem movimentação há, pelo menos, um ano. 

Temos visto um número de carteiras com bitcoins ‘mais velhos’ aumentando ao longo das últimas semanas. Esse é um conceito chamado coin age, ou idade da moeda. Os dados históricos do blockchain nos mostram que esse padrão é similar ao que foi observado no mercado em 2018, quando as quedas nos preços superaram 80% e, após a capitulação, voltamos a ter o aumento de bitcoins mais velhos. Esse padrão, portanto, acaba gerando otimismo nos investidores, disse o head de research de Digital Assets do BTG Pactual, Nicholas Sacchi

O investidor e analista Augusto Backes também observou o que chamou de “estagnação da oferta” para alertar aos seus quase 74 mil seguidores no Twitter para uma possível alta do BTC, acima dos US$ 52 mil.

Já o  head de Digital Assets do BTG Pactual, André Portilho, avaliou a escassez programada do Bitcoin, no caso a restrição máxima de 21 milhões de unidades que podem ser mineradas. O que, para ele, faz com que muitos investidores enxerguem a criptomoeda como reserva de valor, embora isso possa levar algum tempo. 

O que também pode chancelar a recuperação do Bitcoin é a recuperação da linha de tendência mais longa desde março de 2020, no caso a média móvel de 350 dias, que pode consolidar o BTC em US$ 47 mil, conforme noticiou o Cointelegraph.

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