Embora os acontecimentos geopolíticos envolvendo a guerra entre a Rússia e a Ucrânia tenham sido apontados como possíveis motivos para o entusiasmo dos últimos dias no mercado de criptomoedas, que superou US$ 2,1 trilhões em capitalização de mercado com o Bitcoin (BTC) chegando a romper a resistência dos US$ 48 mil, outro fator entrou no radar dos especialistas em relação à alta do mercado. No caso, a diminuição do volume de BTCs circulantes nas exchanges de criptomoedas, um indicador que pode significar a limitação da oferta e uma possível alta da principal criptomoeda do mercado, segundo noticiou a Exame.

Utilizadas como uma espécie de política monetária, e uma vacina contra os efeitos da guerra na economia local, as criptomoedas conquistaram status de legalizadas com a assinatura pelo presidente Volodymyr Zelenskyy de uma lei que estabelece uma estrutura legal para a Ucrânia operar um mercado regulamentado de criptomoedas.  Pelo lado da Rússia, o chefe de energia da Federação Russa, Pavel Zavalny, sugeriu a possibilidade de aceitar Bitcoin como pagamento por seu petróleo e gás de “países amigos”, como China e Turquia. 

Por outro lado, a redução do volume circulante de BTC nas exchanges também foi apontada como um fator estimulante à alta da criptomoeda, o que no caso foi explicado pelo movimento do número de Bitcoins em direção a carteiras sem movimentação há, pelo menos, um ano. 

Temos visto um número de carteiras com bitcoins ‘mais velhos’ aumentando ao longo das últimas semanas. Esse é um conceito chamado coin age, ou idade da moeda. Os dados históricos do blockchain nos mostram que esse padrão é similar ao que foi observado no mercado em 2018, quando as quedas nos preços superaram 80% e, após a capitulação, voltamos a ter o aumento de bitcoins mais velhos. Esse padrão, portanto, acaba gerando otimismo nos investidores, disse o head de research de Digital Assets do BTG Pactual, Nicholas Sacchi

O investidor e analista Augusto Backes também observou o que chamou de “estagnação da oferta” para alertar aos seus quase 74 mil seguidores no Twitter para uma possível alta do BTC, acima dos US$ 52 mil.

Já o  head de Digital Assets do BTG Pactual, André Portilho, avaliou a escassez programada do Bitcoin, no caso a restrição máxima de 21 milhões de unidades que podem ser mineradas. O que, para ele, faz com que muitos investidores enxerguem a criptomoeda como reserva de valor, embora isso possa levar algum tempo. 

O que também pode chancelar a recuperação do Bitcoin é a recuperação da linha de tendência mais longa desde março de 2020, no caso a média móvel de 350 dias, que pode consolidar o BTC em US$ 47 mil, conforme noticiou o Cointelegraph.

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