Polícia Civil prende traficante de drogas e armas que lavava dinheiro com Bitcoin

A Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), prendeu o principal agenciador de negócios de uma organização criminosa, o empresário português Mauro Cláudio Monteiro Loureiro, que também é acusado de lavar dinheiro usando Bitcoin, segundo informou ao Cointelegraph a assessoria de imprensa da Polícia Civil.

Lureiro foi capturado em sua casa, em um condomínio de luxo na cidade de Paulínia - região de Campinas. Os trabalhos investigativos, de inteligência e de campo foram realizados por agentes da 2° Delegacia da Divisão de Investigações Sobre Crimes Contra o Patrimônio (Disccpat). A equipe descobriu as atividades do criminoso, após prender outro importante membro da facção, em agosto deste ano.

Aviões usados, segundo a Polícia Civil, para tráfico de drogas e amas

“Essa primeira etapa das diligências cumpriria apenas mandados de busca para colher documentações que comprovassem a as atividades do indiciado. Mas, durante vistoria na casa dele, foi apreendida uma peça de cocaína, provavelmente, mostruário, e por isso ele preso em flagrante”, explicou o delegado Fábio Sandrim.

A princípio, o português aparecia como doleiro. Depois, foi revelada uma relação muito mais participativa dele nas atividades criminosas. Segundo apurado, o preso, devido ao conhecimento adquirido na compra e venda de dinheiro, passou a funcionar como um agenciador de prestação de serviços.

Segundo a Policia Civil, na operação, também foram apreendidos veículos de luxo, cocaína, armas e nove aeronaves. Conhecido como Murruga, o empresário era o principal alvo da ação e foi identificado pelos policiais a partir da prisão de outro importante integrante do crime organizado: Décio Gouveia Luis, o Décio Português, detido em agosto no Rio de Janeiro, responsável pela movimentação de dinheiro e drogas da facção. As apurações revelaram que outro português também estava envolvido no esquema.

Loureiro agenciava as aeronaves para transporte de drogas das principais regiões produtoras. O português também transportava armas para abastecer os criminosos e dinheiro de outros países para o Brasil. Os aviões pousavam em aeroportos de cidades próximas à capital paulista. No aeroporto de Bragança Paulista, também no Interior, foram apreendidos nove aeronaves, três pistolas, um revólver e uma espingarda calibre 12.

O português também é acusado de lavar dinheiro usando Bitcoin e na última etapa da operação que ocorreu em um escritório no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo os policiais apreenderam computadores utilizados em negócios da facção e que teriam sido usados para as transações em BTC.

Ainda segundo a Policia Civil, o homem conhecia as atividades comerciais dos criminosos e passou a resolver, principalmente, problemas de logísticas e lavagem de dinheiro. Ele agenciava aviões para transporte de drogas das principais regiões produtoras. Também carregava armas para abastecer os integrantes da organização e dinheiro de outros países para o Brasil utilizando aeroportos em cidades próximas à capital paulista.

Segundo a autoridade policial, o acusado já tinha sido alvo de investigações da Polícia Federal, que apurava envolvimento dele com o tráfico de drogas nos estados do Rio Grande do Norte e do Sul. “Ele fazia a rota Brasil - Portugal, auxiliando mais de uma organização criminosa no comércio de entorpecente”, explicou Sandrim.

Ainda de acordo com o delegado, independente da apuração relacionada à organização criminosa e lavagem de dinheiro, pela qual a é apurada seu envolvimento, o indiciado também responderá agora por tráfico de drogas e porte de munições. A Polícia Civil prossegue com as investigações.

Como noticiou o Cointelegraph, Daniel Kaminski de Souza, que seria o principal responsável pelas empresas Krypton Unite e Blockchange, acusadas de serem pirâmides financeiras e alvo de uma mega operação da Polícia Civil do Paraná, nesta quinuta-feira, 5 de dezembro, também seria um dos principais responsáveis pela proposta que levou a criação da Ethereum Classic (ETC) segundo levantamento feito pelo Cointelegraph.

De Souza inclusive se apresentava nas redes sociais desde 2015 como 'co-fundador' do Ethereum Classic.

"Muitos de vocês sabem que tenho aumentado meus limites nos últimos meses desde o início do Ethereum Classic, quando tínhamos apenas 4 homens. Agora sinto que a comunidade abraçou a causa de maneira tão apaixonada que minha contribuição é reduzida em milhares de membros ativos", declarou em um post de 2015 no Steemit.

Confira mais notícias