Pesquisadores revelam que falha na Claro expôs dados de 8 milhões de clientes

Vazamento de dados estão cada vez mais frequentes no Brasil, recentemente clientes da Atlas Quantum tiveram seus dados expostos em uma falha que pode ter afetado milhares de investidores de Bitcoin no Brasil, agora, segundo reportagem do portal Olhar Digital, em 21 de novembro, cerca de 8 milhões de clientes da operadora Claro podem ter sido vítimas de mais um vazamento de dados.

Segundo a reportagem pesquisadores da "WhiteHat Brasil" identificaram uma falha grave no sistema do portal de serviços "Minha Claro Residencial" que poderia revelar dados de clientes da empresa como: nome completo, endereço, data de nascimento, CPF, e-mail e números de telefone.

O grupo não revelou se a falha chegou a ser explorada por algum agente malicioso, contudo, nas redes sociais, clientes da operadora revelaram terem sido abordados por meio de ligações que informaram 100% de seus dados, até mesmo o valor das faturas em aberto.

"Me ligaram pedindo os dados do meu cartão de crédito, sabiam exatamente todos meus dados, inclusive o valor exato da fatura em aberto. Não vou pagar mais, já estou querendo romper o contrato. Se eles não investem em proteção aos meus dados não vou pagar as custas da fatura", declarou Fabrício Batista, suposto cliente da operadora.

A Claro não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Especialistas ouvidos pelo Cointelegraph apontam que uma solução em blockchain poderia ser utilizada para evitar o ocorrido.

"A cada vez que apresentamos nossos documentos para uma contraparte, emerge o risco de que as informações correspondentes sejam hackeadas. O blockchain e as DLTs em geral permitem impulsionar projetos de identidade soberana e compartilhamento de dados, a partir dos quais o fluxo de informações é mais controlado e monitorado, gerando mais segurança ao cliente", disse Rosine Kadamani, co-fundadora da Blockchain Academy.

Já Luiz Menniti, co-fundador da Bizanc DEXfintech focada em soluções de blockchain para pagamentos, destacou que o blockchain pode garantir o compartilhamento de informações preservando a privacidade.

"Basicamente, um sistema financeiro convencional precisa evitar problemas de Double Spending ( gasto duplo ), o problema é que os sistemas tradicionais sofrem de inconsistência de dados, então pra garantir que uma pessoa não tenha gasto o mesmo dinheiro duas vezes, são necessários diversos procedimentos de segurança, auditorias e compliance.Utilizando a tecnologia blockchain, é possível garantir que todas as parte do sistema, tenham exatamente a mesma informação, impedindo o gasto duplo do mesmo dinheiro. Isso evitará riscos de segurança, irá gerar uma transparência geral do sistema, e fornecerá auditorias em tempo real, gerando uma vantagem competitiva significativa para a instituição financeira e seus parceiros", disse.

Como noticiou o Cointelegraph, mais de 24 milhões de pessoas podem ter sido afetadas por um mega vazamento de dados envolvendo a principal operadora de telefonia do Brasil, Vivo. A empresa confirmou que dados de seus clientes foram compartilhados na internet em 05 de novembro.

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