Na manhã desta sexta-feira (12), a sete dias do halving, evento marcado pela redução pela metade das recompensas por novos blocos minerados de Bitcoin (BTC), o benchmark das criptomoedas orbitava US$ 70,8 mil (+0,4%) e respondia por 53% de dominância de mercado, cuja capitalização representava US$ 2,63 trilhões (-0,1%). Por sua vez, o índice ganância recuava a 75% enquanto algumas altcoins atingiam alta na casa de dois dígitos percentuais.
Em linhas gerais, a ligeira retração coincidia com o declínio dos mercados pela aproximação do fim de semana, embora, no dia anterior o mercado acionário tenha respondido com otimismo novos dados relativos à inflação dos EUA, maior economia global. Foi o caso dos índices S&P 500 e Nasdaq, encerrados respectivamente em 5.199,06 (+0,74%) e 16.442,20 pontos (+1,68%).
De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o índice de preços ao produtor (PPI, n sigla em inglês) avançou 0,2% em março, mês em que o acumulado de 12 meses representou um crescimento de 2,1%, percentuais menores que os esperados pelos analistas. O que pode ser um bom sinal para mercados como o de criptomoedas, já que a inflação é um catalisador de aumento de juros para resfriamento do Venture Capital (VC), capital de risco, por exemplo.
O que parece menos propvável de acontecer no curto prazo, tanto que os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin, mantiveram entradas líquidas, a um volume de US$ 91,27 milhões segundo dados da plataforma SoSoValue.
No campo positivo das principais altcoins em capitalização de mercado, o BTT era trocado de mãos por US$ 0,0000016 (+9%), o CRO pareava US$ 0,15 (+6%), o BNB se convertia em US$ 623,40 (+4,1%), o CFX era transacionado por US$ 0,35 (+3,3%), o ONDO se equiparava a US$ 0,78 (+2,9%) e o BGB era trocado por US$ 1,34 (+2,9%).
Na região retrátil, o PENDLE era liquidado por US$ 6,72 (-9%), o JASMY era vendido por US$ 0,022 (-8,6%), o ORDI representava US$ 70,96 (-7,5%), o JUP era comprado por US$ 1,25 (-7,1%) e o TAO respondia por US$ 620,72 (-6,6%).
As altas de dois dígitos percentuais se mostravam mais discretas. Entre elas, o ONT era liquidado por US$ 0,43 (+15,1%), o PUPS era negociado por US$ 72,62 (+47%), o ONG se localizava em US$ 0,57 (+26,3%), o PRO era trocado por US$ 3,78 (+18,6%), o NOIA se convertia em US$ 0,26 (+20,8%), o TON estava cotado a US$ 3,31 (+17,6%), e o BMX pareava US$ 0,38 (+24,6%).
Entre os destaques estava o anúncio de listagem do 52º projeto apoiado pela plataforma de lançamento da exchange de criptomoedas Binance. No caso o OMMI, token da Omni Network, uma blockchain de camada 2 (L2) projetada para integrar o ecossistema rollup da rede Ethereum em um sistema único e unificado, no próximo dia 17 nos pares OMNI/BTC, OMNI/USDT, OMNI/BNB, OMNI/FDUSD e OMNI/TRY.
Os depósitos em pools de liquidez já estão abertos, em BNB e FDUSD, para recebimento de 3.500.000 OMNI em recompensas, 3,5% do fornecimento máximo de token (100 milhões de OMMI). Nesse caso, o airdrop contemplará 3.098,95 OMNI (85%) na pool de BNB e 546.87 OMNI (15%) na pool de FDUSD, divididos diariamente entre os dias 13 e 16 de abril.
Também chamava a atenção entre novas listagens em exchanges de criptomoedas o DMTR, token da plataforma Dimitra, que disponibiliza dados para ajudar empresas e agricultores a aumentarem seus ganhos. O token foi adicionado a duas pools da Bitget até o próximo dia 22 para recebimento de recompensas em um total de 558.000 DMTR.
No dia anterior, a Binance anunciou a listagem de uma criptomoeda com alta anual de 520.440%, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.