O mercado de criptomoedas orbitava em um market cap de US$ 2,64 trilhões (+2%) na manhã desta quinta-feira (11), quando o Bitcoin (BTC) era trocado de mãos na região de 70,4 mil (+2,2%) com dominância de mercado a 52,8%, índice ganância a 76% e algumas altcoins avançadas em até dois dígitos percentuais nas últimas 24 horas.

Possivelmente de olho na chegada do halving, que acontece daqui a oito dias, evento programado que representará a redução pela metade das recompensas por novos blocos minerados de Bitcoin, o mercado cripto sinalizava resiliência em relação a outros mercados, que recuaram após a indicação de aquecimento da inflação nos EUA em março. Caso do S&P 500 e do Nasdaq, encerados em 5.160,64 (-0,95%) e 16.170,36 pontos (-0,84%) respectivamente.

De acordo com o Departamento do Trabalho do país da América do Norte, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,4% no mês passado ante 3,2% no mês anterior e 3,5% no mesmo período de 2023. O percentual foi o mesmo em relação ao núcleo da inflação, que desconsidera itens mais voláteis, como alimentos e energia, mesmo patamar de fevereiro e 3,8% no acumulado anual.

Apesar da cautela dos investidores do mercado acionário, já que o Departamento do Trabalho divulga nesta quinta-feira o relatório sobre o índice de preços ao produtor (PPI), outro catalisador para a tomada de decisão do Federal Reserve (Fed), que pode prolongar a alta dos juros, cenário potencialmente desfavorável a mercados como o de criptomoedas, o Venture Capital (VC), capital de risco, avançou. 

Esse foi o caso dos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) baseados em negociação à vista (spot) de Bitcoin, em um volume de US$ 123,68 milhões em entradas líquidas segundo dados da plataforma SoSoValue.

No campo positivo das principais altcoins em capitalização de mecado, o TON era transferido por US$ 7,39 (+9%), o VET equivalia a US$ 0,047 (+9%), o ENA orbitava US4 1,50 (+9,7%), o THETA era liquidado por US$ 2,94 (+7,5%) e o WIF se convertia em US$ 3,66 (+7%). Pela região retrátil, o UNI estava precificado em US$ 9,19 (-17%), o CKB valia US$ 0,030 (-13%) e o AAVE era negociado por US$ 120,79 (-5,6%).

Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o JASMY estava cotado a US$ 0,024 (+21,8%), o PENDLE representava US$ 7,39 (+18,6%), o NEO se transferia por US$ 23,16 (+18,4%), o MEW estava nivelado em US$ 0,0043 (+13,7%), o PIXEL estava quantificado em US$ 0,70 (+12,1%), o PUPS se localizava em US$ 49,21 (+35%), o MUBI valia US$ 0,18 (+21,4%), o AGRS se localizava em US$ 5,63 (+25%), o DEAI se equiparava a US$ 0,91 (+21,4%) e o ARRR era comprado por US$ 0,31 (+47%).

Entre os destaques estava a listagem TAO, token do protocolo de código aberto que alimenta uma rede de aprendizado de máquina descentralizada e baseada em blockchain Bittensor, que era transferido por US$ 656,38 (+6%) e com alta histórica de 520.440% desde o lançamento do token, em março do ano passado, segundo dados da pltaforma de monitoramento CoinMarketCap.

A alta diária do TAO também coincidia com a listagem do token na manhã desta quinta-feira pela exchange de criptomoedas Binance nos pares TAO/BTC, TAO/USDT, TAO/FDUSD e TAO/TRY. Entre outras listagens estavam KHAI e MASA na Bitget; MASA na Bitmart, Bitrue, Bybit, Gate.io, Phemex, CoinEx e Huobi; SQR na KuCoin e CLC na LBank.

No dia anterior, as altcoins subiram até 160% em dia de pressão sobre o Bitcoin com ETFs e inflação nos EUA, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.